POEMAS DE CABINDA

 

| Le blues du bercail

| Parabens !

| But I’m still living


Le blues du bercail

 

Cabinda ! qu’as tu à me reprocher, que te réponde ma mémoire.

Ton peuple noble et souriant envahit mes rêves chaque soir.

Mon cœur est anxieux mes pensées sont noires.

J’ai le blues d’un pays dont je connais à peine l’histoire.

 

Un tempo de blues, rythme mon sommeil,

Lorsque je rêve de ce pays en éveil.

Rêve d’un pays dont je connais,

Ni le couché ni le levé du soleil,

Mais dont j’implore, l’accueil.

 

Cabinda ! je te garde en ma mémoire,

Car tu es en moi.

De mon corps fait en ton territoire,

Et germe en moi.

Mes origines en toi s’étendent du sud au Nord,

Ta terre notre mère s’est nourrie de mes morts.

Cabinda tu es en moi

M’accepteras-tu Ô Cabinda !

M’accepterez-vous, fils et filles de Cabinda.

Moi ton fils,  frère obscure, j’ai le blues du bercail.

 

 

Cabinda ! m’accepterez-vous fiers combattants ?

Vous qui ne voulez troquer votre liberté

Contre une autonomie indigne d’une patrie.

M’accepterez-vous moi votre frère,

Cherchant son nid.

Cabinda l’espoir est en toi,

L’espoir est en moi.

                                                                                                  DO NASCIMENTO PASCAL

 


 

Parabens!

Manoma nkhoko,  ma-bodila mu n'tima... Mambu Manguitukulo!

Cabinda e um rio cujo canal de meandros directos e estreitos ... sem quedas nem rapidos mas com cascatas que fazem sobressaltar o cardume de leguas em leguas numa travessia longitudinal de distancias imensuravies de forma indelevel e indomita! … Manguitukulo, Ma kiadi na Mabanza mu n’tima … kiadi-eh, kiadi eh, kiadi-eh, kiadi-eh. Manguitukulo! ... Kinonomi, nao nos mostra o caminho mas serve para nos dar esperanca e  lucides em tempos imundos, kiadi ... e tao

Manguitukulo que o espirito da minha superioridade e sinonimo da manifestacao da minha propria ignorancia!..., como pescar sem isca no anzol, usando-se de canoas num rio de cascatas?! Aonde o N’gandu ate paus devora depis de chupar o ouro feito para os filhos dos Homens! Maravilhados os N’gandos viram que eram tambem filhos do Homem! Manguitukulo Oh, Rio de sangue e sangue de gente, tenha pena, tenha compaixao do Mangoyo, Maloango e do Macongo, Oh Irmao Cabinda, somos todos um mesmo rio que por mais ou menos voltas que dermos  teremos a mesma desembocadura e por final as Deltas e Aribas serao o Testemunho da verdade, e o relevo da nossa accao representaria para historia o quao grande foi o caudal deste rio caudal! ... Manguitukulo!.

 

… somos a mesma nascente, o mesmo caudal, temos e somos os mesmos peixes, do mesmo sangue Sangue de Gente e de mesmo veneno morreremos!... Mas o N’gando e imortal ?! ...

Fevereiro de 2003. 

 


But I’m still living

 

Ontem quis tudo abandonar e ir-me embora

Doeu-me a vida na mente e no corpo,

Porque teci durezas com esforços sem logro:

Hoje, porém, o sol raiou-me ante um Agora!

 

Não fui dissolvido pelo ontem,

Constato-me ainda pessoa:

Carambas! I’m still living!

 

Ontem esperei que o Momento acontecesse,

Por isso fui, para amar, reunir, dar e receber.

Só que nada disto aconteceu, e pude perceber

Que é tudo em todos feito para que eu cesse.

 

Amanheceu-me na mesma,

Vi que não findei no ontem:

Eh pa! I’m sill living!

 

Hoje tenho de viver o agora, e viver-me.

E no Tempo, se o Caso continuar em curso

Vou estar à altura da vida e ser até recurso,

Afinal sou também tempo e devo querer-me.

 

25 de Fevereiro de 2003.

 


 

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