Millan Zednichek

Nemuzu te nazvat jinak nez velky srac. Co si myslis, ze jsi? Jenom protoze jsi lez do prdele Vatikanu a byl jsi zadobre s generalnim vikarem, tak to tady nic neznamena. Jenom protoze jsi ve stredu Afriky, nemysli si, ze jsi obklopen zviraty a opicemi. My Cabinda lidi, kteri mame 5000 letou historii, my mame pravo a civilizaci daleko pred vamy a vy jste se jen honily v koulich pramadaru. To co delas, jenom sere cely system. Tak se zbal a vypal ty sraci. Ty jsi v Cabinda persona non grata.

Senhor Millan Zednichek o Povo de Cabinda não o quer, ande de aqui para fora, leve consigo o seu amigo e compadre Filomeno Vieira Dias membro da SINFO, Cabinda não aceita a presença vocês dois na terra sagrada de Cabinda, façam as malas e voltem para donde vieram, muito agradecido.

Millan Zednichek

Ruandização de Cabinda está cada vez mais perto

« Os massacres, as torturas, as violações, as prisões arbitrárias e as intimidações não podem ser entendidos como “vontade política” para resolver a questão Cabinda vive uma situação explosiva, com as forças do governo a ameaçarem fazer um banho de sangue em Cabinda. Tudo começou com o comunicado publicado ontem pelo Checo Millan Zednichek, novo "Vigário-Geral" de Cabinda, em que apelava insistentemente os fiéis católicos a não participarem na missa prevista para hoje, na Igreja Imaculada Conceição. No seu comunicado, Zednichek não só proíbe a celebração dessa missa como apela às forças policiais a fazerem o uso da força caso as populações insistissem em ir a essa missa, ao mesmo tempo que lava claramente as mãos, que nem Pôncio Pilatos, ao dizer que não se responsabiliza pelo que possa acontecer.

Também um responsável da Polícia local afirmou que se os fiéis fossem a essa missa proibida, haveria “um banho de sangue”.

Ontem, a Polícia de Intervenção Rápida retomou as suas operações de cerco às residências dos principais responsáveis da Mpalabanda e da Igreja.

A Mpalabanda chama a atenção da opinião pública nacional e internacional para esta tentativa de ruandização de Cabinda, lembrando que foi a partir de apelos similares ao lançado pelo Padre Millan Zednichek que surgiu o massacre étnico no Ruanda, cujos efeitos e contornos perseguem a Humanidade até hoje.

A Mpalabanda denuncia igualmente a triste promiscuidade entre o Poder e a Igreja Católica Apostólica Romana que, tal como no período colonial, se coloca hoje, de forma aberta e participativa, do lado dos que oprimem o Povo de Cabinda. Lembra que a persistência nesses comportamentos, evidentemente colonialistas, aumenta as desconfianças dos católicos Cabindeses e retira toda a força ao pedido de perdão feito pelo Santo Padre João Paulo II, relativamente aos mesmos comportamentos.

Encorajar e até incitar as forças militares do regime a massacrarem populações indefesas não pode vir de homens de Deus, mas antes de mentes satânicas, sobretudo quando essas populações apenas querem ir às suas igrejas, construídas com o seu suor, adorar o seu Deus.

Apesar de disso ter fugido, o Padre Millan Zednichek e quem o manda e comanda a assim agir devem saber que serão responsáveis, sim, por aquilo que eventualmente venha a acontecer ao nosso Povo.

Ao Governo Angolano é lançado um apelo: a atitude musculada, sistematicamente adoptada contra as populações de Cabinda, é claramente contrária aos discursos amiúde proferidos de vontade política de resolver o problema de Cabinda por vias pacíficas. Os massacres, as torturas, as violações, as prisões arbitrárias e as intimidações não podem ser entendidos como “vontade política” para resolver o caso Cabinda.

À Direcção da Igreja Católica, apela para que revejam os procedimentos e atitudes e que façam em Cabinda aquilo que Jesus, o Messias, espera que façam, ou seja, a defesa dos fracos e oprimidos.

À comunidade internacional, o eterno fechar de olhos à opressão e repressão dos Cabindeses, em nome da dolarização de Cabinda, torna-a tão criminosa quanto aqueles que disparam contra populações indefesas e violam as suas mulheres, irmãs e filhas.

É chegado o momento de olharem para Cabinda, não como um grande poço de petróleo, mas como um Povo que clama ardente e insistentemente por sobrevivência. Não deixem que massacrem.

 


 

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