In the photo the corrupt portuguese prime minister and the incompetent and totally useless portuguese president

Cabinda wipes its ass with the Useless, Incompetent and Corrupt portuguese republic

Cabinda limpa o Cu com a republica Falida de portugal
(80 Biliões de Euros, republica Falida de portugal e MPLA o Sao Tomense Jose Eduardo dos Santos sao bons administradores)


MENSAGEM PARA OS ASSIMILADOS

AQUELES QUE DIZEM QUE SÃO ANGOLANOS


Quem é você? Você não sabe.
Não me diga que é um Angolano, não é isso.
O que você era antes que o colono Europeu batizou você de Angolano?
Onde você estava? E o que era teu?
Que língua você fala, então?
Qual era o seu nome?
Não poderia ter sido Vieira, Santos nem Dias .... ou Domingos.
Aquele não era o teu nome. Nós não temos esses tipos de nomes de onde eu e você viemos.
Agora, qual era seu nome? E por que você já não sabe o que seu nome era, então. Onde foi? Quando perdestes a tua Cultura? Que língua você falava?
Onde está a tua história? Como é que um homem pode acabar com a sua história? Que fez o homem, e o que fez o homem para fazer-te em um idiota?



Pedro Passos Coelho, The Einstein of Portugal

The Moron of the portuguese prime ministers, told on TV that if you need a job you should immigrate to Angola
The Dick Head also went to Angola to ask from the MPLA Regime to buy public companies in portugal, a perfect arse hole. Cabinda wipes its arse with the clear stupidity of Pedro Passos Coelho.

On the 4th of February 2012 a Cabinda Baby was killed, the RTP showed the communist governor of Cabinda on a function on the hospital of Cabinda, but failed  to mention and to show that all nursing staff where on strike, and where beaten by police using excessive force towards the nurses and medical staff.

Cheira a Merda em Portugal

Para não chatear o “líder carismático” do MPLA, Passos Coelho não terá tempo (nem tomates, nem coluna vertebral) para falar…

17 November 2011

"Não. Por favor, não se reúna com os dirigentes da 'Frente Patriótica'. Nunca falei com terroristas antes deles se tornarem primeiros-ministros", escreveu - e sublinhou várias vezes – Margaret Thatcher numa carta do Foreign Office de 25 de Maio de 1979 em que o então ministro dos Negócios Estrangeiros, Lord Peter Carrington, sugeria um encontro com Robert Mugabe.

A política, essa coisa com vários pesos e outras tantas medidas, que serve quase sempre para milhões terem pouco e poucos terem milhões, é mesmo assim. Enquanto se é bestial (José Sócrates dizia, entre outros, que Muammar Kadafi era um “líder carismático”) a bajulação não tem limites. Quando se passa a besta, todos se unem para dizer o pior e facturar sobre os escombros, sejam materiais ou humanos.

Desde 1975 que o regime português bajula caninamente o regime angolano do MPLA, e há 32 anos que lambe as botas a José Eduardo dos Santos, presidente não eleito mas – certamente – um paradigma da democracia e dos direitos humanos.

Em entrevista ao órgão oficial do regime, o Jornal de Angola, e a propósito da sua visita ao país, o primeiro-ministro de Portugal disse:

“As minhas expectativas são muito elevadas. Em primeiro lugar, porque não conheço pessoalmente o Presidente José Eduardo dos Santos e é para mim uma honra conhecê-lo. Mas quero dizer que ele já tinha tido a amabilidade de me convidar para visitar Angola na altura em que fui eleito presidente do PSD, então principal partido da oposição. Por razões que se prenderam com o nosso calendário interno não foi possível efectuar a visita. O Presidente José Eduardo dos Santos teve amabilidade de me convidar novamente, agora como chefe do governo, e é muito importante que nos possamos conhecer pessoalmente”.

Depois desta afirmação de Pedro Passos Coelho, certamente tanto portugueses como angolanos ficaram com uma (pelo menos) lágrima no canto do olho. Eduardo dos Santos está na fase do bestial (para isso basta estar no poder) e por isso o primeiro-ministro de Portugal diz que “é uma honra conhecê-lo”.

De mão estendida para pedir ajuda (a saudação será, com certeza, feita com um grande abraço), Passos Coelho vai enaltecer todas as históricas qualidades do presidente de Angola, seja como estadista ou político de gabarito internacional ou até como (se quiser pagar direitos de autor a José Sócrates) como “líder carismático”.

Daqui a uns tempos, e já faltou mais, veremos Passos Coelho dizer de Eduardo dos Santos o que cada vez mais portugueses dizem de si. Ou seja, que é no mínimo um mentiroso. É claro que o facto de, ao contrário do presidente angolano, ter sido eleito não dá ao líder do PSD legitimidade para continuar a gozar com a chipala tanto de portugueses como de angolanos. Mas é isso que ele faz.

Passos Coelho abordou também, “numa conversa franca e aberta”, as recordações da sua infância “muito feliz” no Cuito, Huambo, Benguela e Luanda na altura – recorde-se – em que Portugal ia do Minho a Timor.

Para não chatear o “líder carismático” de Angola, Passos Coelho não terá tempo (nem tomates, nem coluna vertebral) para falar dos 68% de angolanos afectados pela pobreza, ou referir que a taxa de mortalidade infantil é a terceira mais alta do mundo, com 250 mortes por cada 1.000 crianças.

Ninguém o ouvirá recordar que apenas 38% da população angolana tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico, ou que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade.

Ninguém o ouvirá recordar que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos, ou que a taxa de analfabetos é bastante elevada, especialmente entre as mulheres, uma situação é agravada pelo grande número de crianças e jovens que todos os anos ficam fora do sistema de ensino.

Ninguém o ouvirá dizer que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos, ou que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos, ou que 80% do Produto Interno Bruto angolano é produzido por estrangeiros; que mais de 90% da riqueza nacional privada é subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% de uma população; que 70% das exportações angolanas de petróleo tem origem na sua colónia de Cabinda.

Mas, tal como aconteceu com Muammar Kadafi, quando José Eduardo dos Santos cair do pedestal, então Passos Coelho e similares virá a público dizer cobras e lagartos do homem, como é próprio dos raquíticos seres que comandam Portugal.

Orlando Castro


O Futuro de Cabinda debatido no Porto

19 November 2011

Realizou-se hoje, no Clube Literário do Porto, um debate sobre “O futuro de Cabinda”, moderado pelo jornalista Paulo F. Silva e que, para além de mim, contou com a presença de Eugénio Costa Almeida.

Minhas senhoras, meus senhores, amigos,

Permitam-me que comece por fazer alguns agradecimentos. Ao Clube Literário do Porto, a todos vós e, é claro, aqui a dois grandes e velhos amigos, ao Eugénio Costa Almeida e ao Paulo Silva.

Numa altura em que Portugal procura não ir ao fundo, se calhar não fará muito sentido vir aqui falar do futuro de Cabinda. Mesmo assim, desde logo porque – no meu entender – o Povo de Cabinda merece, cá estamos para opinarmos sobre a questão.

Como será visível, enquanto eu entendo que Cabinda é hoje uma colónia de Angola, o meu amigo Eugénio entende que é uma província. Este é, aliás, um dos poucos temas em que temos opiniões opostas. O outro, já agora, é que ele entende que o Benfica é o melhor e eu sei que é o Porto. Aqui na mesa estou, aliás, em minoria já que o Paulo também é benfiquista. Enfim, ninguém é perfeito.

Estas divergências nunca constituíram um problema no nosso relacionamento. Eu sei que a minha liberdade termina onde começa a dele, e ele sabe que a dele termina onde começa a minha. Portanto…

Um dos pontos em que estamos de acordo tem, aliás, a ver com Portugal. Ambos pensamos e compreendemos que no passado recente Portugal tinha de se virar para a Europa. Quanto ao presente, não sei se quando Portugal conseguir emergir da crise não estará mais perto do Norte de África. Mas quanto ao futuro, creio que ele estará na Lusofonia. Pelo que vou vendo, é uma mera utopia. Mas essa utopia é natural em quem bebeu água do Bengo.

Além disso, quando vejo que só se fala de Europa, fico convencido que o melhor é esperar sentado para ver se alguém se preocupa em explicar aos jovens portugueses, pelo menos a esses, o que é a real Lusofonia.

Isto porque, hoje, é para eles mais importante o que se passa em Kiev do que o que se passa em Luanda, é mais importante o que se passa em Bruxelas do que o que se passa na Cidade da Praia, é mais importante o que se passa em Tripoli do que o que se passa em Díli.

Passada esta divagação, vamos então falar um pouco de Cabinda.

Hoje há cabindas que foram presos, que estão presos, que serão presos, que foram mortos e que serão mortos. Tudo porque acreditam que a força da razão vale mais do que a razão da força.

Os cerca de 500 anos de história colonial de Angola (1482-1975) ficam bem longe, apesar das teses oficiais vigentes na actualidade, dos 90 anos de ocupação do Protectorado Português de Cabinda (1885-1975). Embora com uma vertente comum – Portugal, a trajectória de vida de Cabinda e de Angola não têm praticamente pontos comuns.

Assim, são nações distintas e no caso de Cabinda ainda está por fazer a descolonização.

O único suporte ao qual se agarra com unhas e dentes o regime angolano para justificar a sua apetência expansionista sobre Cabinda, é o Acordo de Alvor.

O Acordo de Alvor que permitiu a independência de Angola e a anexação por esta de Cabinda, representa, segundo disse o próprio Almeida Santos, um dos signatários, apenas "um pedaço de papel" que "não valeu nada".

Almeida Santos, tal como a restante equipa portuguesa, sabia à partida que o Acordo de Alvor só valeria se o MPLA não ficasse no Poder. Como ficou...

O dirigente socialista, que a 15 de Janeiro de 1975 era ministro da Coordenação Interterritorial e integrava a delegação portuguesa que assinou com os líderes dos três movimentos de libertação de Angola (MPLA, FNLA e UNITA) o Acordo de Alvor, no Algarve, referiu que, assim que viu o documento, soube que "aquilo não resultaria".

“Aquilo não resultaria”, como não resultou, porque Portugal viciou as regras do jogo no sentido de dar o Poder a uma das partes, o MPLA, sem esquecer que era necessário correr à força com os portugueses de Angola e depois, como defendia Vasco Gonçalves e Rosa Coutinho, entre outros, metê-los no Campo Pequeno.

De facto, se o valor do Povo português se medisse pelo nível dos políticos portugueses que assinaram o Acordo de Alvor, não há dúvidas de que Portugal há muito seria uma província espanhola.

"Do Acordo de Alvor sou apenas um escriba, não sou mais do que isso", diz Almeida Santos (que foi também ministro da Comunicação Social, da Justiça, de Estado, candidato a primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República), mentindo mais uma vez ao dizer que Portugal não teve outra alternativa, senão assinar por baixo.

Se o Acordo de Alvor não serviu para nada, importa ter a mesma coerência no sentido de também o considerar inválido no que respeita à anexação de Cabinda por Angola.

Na véspera da proclamação das independências de Angola (em 11 de Novembro de 1975, uma em Luanda pelo MPLA e outra no Huambo pela UNITA e FNLA), tanto o primeiro-ministro como o presidente da República reconheceram que não tinham capacidade para controlar a situação, devendo esta constatação também contribuir para a anulação do Acordo de Alvor.

É no primeiro dia de Agosto que os cidadãos do Protectorado Português de Cabinda comemoram a proclamação da independência do Estado Livre de Cabinda.

Foi nesse dia, em 1975, três meses antes da independência da então República Popular de Angola (país que ocupa desde então Cabinda), que os cabindas começaram a sua difícil, mas não impossível, caminhada em prol dos seus direitos.

Desde então enfrentam dois grandes inimigos. Portugal que ao não honrar os seus até então solenes e nobres compromissos, se transformou num inimigo político, e Angola que é um inimigo militar que transformou Cabinda numa colónia onde, um pouco à semelhança do que faz no resto de Angola, vigora o princípio de que até prova em contrário todos são culpados.

Muitos se recordam mas poucos têm a liberdade de consciência para o dizer. É por isso que, um pouco por todo o lado – até mesmo em Portugal – os que se atrevem a defender a causa de Cabinda são também culpados... até prova em contrário.

Recorde-se que, a partir da revolução portuguesa de 1974, Cabinda entrou por direito próprio na agenda internacional, especialmente na da então OUA (Organização de Unidade Africana, hoje União Africana), onde a FLEC contava com o apoio de alguns países africanos (Uganda, Zaire, Gabão, etc.).

Perante o cenário juridicamente correcto, em face dos tratados assinados, de uma descolonização separada dos dois territórios (Angola e Cabinda), o presidente do MPLA, Agostinho Neto, desencadeou em 1974 uma actividade diplomática intensa para persuadir os líderes africanos a retirarem da agenda da cimeira da OUA o debate previsto sobre o problema de Cabinda.

Agostinho Neto apresentava, aliás, todas as garantias de que as autoridades portuguesas que dominavam o país iriam entregar exclusivamente ao MPLA os destinos de Angola, apresentando mesmo documentos nesse sentido subscritos pelos dirigentes do Movimento das Forças Armadas (MFA). E dessa forma conseguiu que o dossier de Cabinda fosse varrido para debaixo do tapete.

O mesmo se passou em relação ao Acordo de Alvor onde, com cumplicidade activa de Rosa Coutinho, Alto Comissário em Angola, bem como de outras figuras de destaque, caso de Almeida Santos e Agostinho Neto, afastou a FLEC de qualquer discussão do caso de Cabinda, dando como adquirido que o protectorado português era parte de Angola.

Foi todo este cenário que levou o Presidente da FLEC, Luís de Gonzaga Ranque Franque, a declarar a independência de Cabinda.

Recorde-se que, apesar dos esforços conjuntos do MPLA, Portugal, União Soviética e Cuba, alguns países reconheceram Cabinda como um país independente. Foram os casos do Togo, Gabão, República Centro Africana, Uganda e a R. D. Congo (ex-Zaire).

Para terminar, recordo o que sempre disseram os Cabindas. Isto é, que só é derrotado quem deixa de lutar. Não creio por isso que alguma vez os Cabindas deixem de lutar. Desde logo porque só aceitam estar de joelhos perante Deus. Perante os homens, mesmo que armados até aos dentes, estarão sempre de pé.

Orlando Castro


Se a cobardia portuguesa pagasse impostos…

22 August 2011

Em muitos casos não é por vontade própria. Mas a verdade é que, por ordem dos donos dos jornalistas (e dos donos dos donos) Cabinda continua a ser um assunto proibido em muitos dos órgãos de comunicação social portugueses.

Nesta matéria existe, aliás, um largo mas nem por isso menos criminoso, consenso entre os sucessivos governos e os diferentes presidentes da República.

Enquanto Cavaco Silva faz questão de dizer que Angola se estende de Cabinda ao Cunene, o então secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do governo socialista de José Sócrates, João Gomes Cravinho, dizia que "Portugal não tem nada a ver com a questão de Cabinda que é um assunto de soberania angolana".

O mesmo dirá, pelo menos à boca pequena, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, com a inerente cobertura do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Não admira, por isso, que muita da Imprensa lusa seja apenas correia de transmissão da verdade oficial que, ainda por cima, revela um consenso entre os principais donos políticos do país.

Por alguma razão D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas portuguesas, lamentava que a comunicação social portuguesa e internacional continuasse sem dar a devida atenção ao que se passa em Cabinda.

O bispo passa assim, não só com legitimidade factual mas também com uma verticalidade rara, um atestado de menoridade a muitos dos supostos jornalistas portugueses.

Aliás, até porque muitos verdadeiros padres são vítimas do regime angolano que ocupa Cabinda, permitam-me que cite o bispo de Viseu que dizia com todas as letras, no dia 19 de Maio de 2009, que "há muitos jornalistas que estão ao serviço do director e não ao serviço da verdade, da informação, daquilo que é importante”.

D. Ilídio Leandro acrescentava ainda: “Eu compreendo que os jornalistas precisam de ter caminhos de vida, mas quando isso vem como deformador das notícias é mau".

No campo político a passividade também é plena, para além de atávica. Só Manuel Monteiro teve a coragem de dizer em relação a Cabinda que “no plano das relações internacionais reina o primado do cinismo” e que “as considerações de justo ou injusto dependem das épocas, das circunstâncias e até dos interesses materiais”.

Registe-se também a posição do Movimento Internacional Lusófono, MIL, que defende que “sejam, o mais brevemente possível, encetadas negociações, sob a égide da CPLP, de modo a garantir uma maior autonomia de Cabinda – seguindo, por exemplo, o modelo de autonomia regional que Portugal concedeu aos Açores e à Madeira, ou o que o Arquipélago de São Tomé e Príncipe concedeu à Ilha do Príncipe”, e que “o resultado dessas negociações seja depois ratificado por todo o povo de Cabinda em referendo”.

No que ao Alto Hama respeita, a força da razão estará sempre acima da razão da força. Mesmo quando se multiplicam avisos e ameaças para que deixe de falar de Cabinda. Como o meu compromisso sagrado é apenas com o que penso ser a verdade, a luta continua.

Talvez de derrota em derrota… até à vitória final.

Orlando Castro, Jornalista (CP 925)


Forças policiais do Regime colonial do JES-MPLA prenderam 30 activistas que pretendiam conversar com a delegação da União Europeia que visitava a colónia de Cabinda

28 July 2011

Nove jovens foram detidos por, pois claro!, atentado contra segurança do Estado.

Segundo o jornal português “i”, um dos poucos meios de comunicação social que ainda faz jornalismo, a delegação da União Europeia pretendia averiguar das condições em Cabinda, cinco anos passados sobre a assinatura do Memorando de Entendimento para a Paz entre alguns (supostos) independentistas e o Regime colonial JES-MPLA.

“Aproveitando a presença da delegação - que foi recebida com água e luz, coisa que no território não existia há seis meses e foi restabelecida exactamente no dia de chegada dos representantes da UE -, 30 jovens acabaram por ser detidos pelas forças policiais”, disse ao “i“ um activista Cabinda dos direitos humanos.

Desses 30, nove acabaram por ficar detidos na 1ª Esquadra de Polícia de Cabinda e, de acordo com o advogado José Manuel Gindi, o Ministério Público remeteu ontem o processo para o tribunal da comarca.

Os nove estão, o que aliás é sempre o método e a justificação oficial do regime colonial, indiciados pela prática de crimes contra a segurança do Estado sendo – como é óbvio pelas regras do MPLA – culpados até prova em contrário.

Nos confrontos com o contingente das forças policiais, dois dos jovens ficaram feridos, um deles, André Vítor Gomes, está em estado grave, adiantou ainda o activista Cabinda de Dirteitos Humanos , antigo vice-presidente da ilegalizada Associação Cívica Mpalabanda.

Registe-se que, segundo o Notícias Lusófonas, a vice-governadora da colónia de Cabinda, Aldina da Lomba, disse desconhecer o incidente.

"Nós não temos água nem luz em Cabinda há seis meses e as autoridades restabeleceram a luz e a água para mostrar à delegação da UE que tudo está bem", explicou Mavungo, justificando assim a atitude dos jovens que tentaram manifestar-se para fazer ouvir a sua voz.

Os incidentes aconteceram no exterior do orfanato da Obra Betânia em Cabinda, levando a que quatro crianças tivessem desmaiado com medo, adiantou Mavungo. Nessa altura, a delegação estava reunida com líderes religiosos.

A nova lei de crimes contra a segurança do Estado, que substituiu a anterior, que datava do tempo do partido único em Angola, foi aprovada pela Assembleia Nacional a 4 de Novembro do ano passado e tem sido fortemente contestada por activistas dos direitos humanos por limitar a liberdade de expressão.

Entretanto, Portugal - a potência que assinou acordos de protectorado com Cabinda, ainda válidos à luz do direito internacional – continua em silêncio, de cócoras e a aguardar as superiores ordens que sobre o assunto serão ditadas pelo regime angolano.

Acresce que Angola tem a garantia de Lisboa (ao que tudo indica corroborada pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, na sua recente visita a Luanda) de que Portugal não vai imiscuir-se na questão de Cabinda, “até porque o próprio presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirma que Angola vai de Cabinda ao Cunene”.

Queiram ou não os donos de Portugal, do ponto de vista de um Estado de Direito (que Portugal é cada vez menos) é importante dizer-se que este reino lusitano não só não honrou a palavra dada ao Povo de Cabinda (também, eu sei, não honra a dada aos próprios portugueses) como aviltou a assinatura dos seus antepassados que, esses sim, com sangue, suor e lágrimas deram luz ao mundo.

Portugal não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos Acordos de Alvor, ultrajou o povo de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no território, seu protectorado, ocupado por Angola.

É verdade que entre o petróleo, grande parte dele produzido em Cabinda, e os direitos humanos dos angolanos e dos cabindas, Portugal (quase) sempre escolheu o lado do ouro negro.

Também é verdade que entre dois tipos de terrorismo, Portugal tem como bitola que um deles deve ser considerado de boa qualidade. E qual é ele? É sempre o que estiver no poder. De má qualidade é, claro está, praticado por todos aqueles que apenas querem que se respeite os seus mais sublimes direitos.

Portugal, honrando a alta qualidade dos seus médicos, optou por ter uma coluna vertebral amovível. Tem coluna quando é para espezinhar os fracos, não a tem quando os outros são, ou parecem ser, mais fortes. No caso de Cabinda é isso que se passa. Mas, apesar de tudo, o problema de Cabinda existe e não é por pouco se falar dele que ele deixa de existir.

Cabinda é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o administrou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

Para que Cabinda deixasse se ser um problema, os sucessivos governos portugueses varreram o assunto para debaixo do tapete. E debaixo do tapete é tanta a porcaria que quando alguém coloca o país ao nível do lixo… até parece uma bênção.

Orlando Castro
Jornalista (CP 925)

Para não enfrentar os problemas, Portugal varre-os para debaixo do tapete

25 July 2011

E é tanta a porcaria que lá está que quando alguém coloca o país ao nível do lixo… até parece uma bênção.

O primeiro-secretário da embaixada de Portugal em Angola, Paulo Lourenço, diz que a visita dos embaixadores dos países membros da União Europeia acreditados em Angola a Cabinda é importante para a comunidade europeia porque vai permitir uma avaliação mais rigorosa e objectiva das circunstâncias no terreno.

Em entrevista a um dos muitos meios de propaganda do regime, no caso à Angop, o diplomata ajudou mais uma vez, e certamente cumprindo as ordens do governo de Lisboa, a branquear a negra situação, sobretudo mas não só em matéria de liberdades e direitos humanos, que se vive na colónia de Cabinda.

Mas se do regime angolano (MPLA) é de esperar tudo, de Portugal esperar-se-ia algo de diferente, algum decoro e equidistância, mesmo sabendo-se que a corda no pescoço raramente permite actos decentes e nobres.
Mas a verdade é que Portugal, mesmo antes de estar no patamar do lixo, nunca se lembrou (para isso é preciso ter dignidade, honra e memória) dos compromissos que assinou, a não se com “troika” e mesmo assim não se tem a certeza de que amanhã se vão lembrar.

Mas, queiram ou não, do ponto de vista de um Estado de Direito (que Portugal é cada vez menos) é importante dizer-se que este reino lusitano não só não honrou a palavra dada ao Povo de Cabinda (também, eu sei, não honra a dada aos próprios portugueses) como aviltou a assinatura dos seus antepassados que, esses sim, com sangue, suor e lágrimas deram luz ao mundo.
Portugal não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos Acordos de Alvor, ultrajou o povo de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no território, seu protectorado, ocupado por Angola.

Quando o presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, diz que Angola vai de Cabinda ao Cunene está, também ele, a dar cobertura e a ser conivente com as violações que o regime angolano leva a efeito contra um povo que apenas quer ter o direito de escolher o seu futuro.

É verdade que entre o petróleo, grande parte dele produzido em Cabinda, e os direitos humanos dos angolanos e dos cabindas, Portugal (quase) sempre escolheu o lado do ouro negro.

Também é verdade que entre dois tipos de terrorismo, Portugal tem como bitola que um deles deve ser considerado de boa qualidade. E qual é ele? É sempre o que estiver no poder.

De má qualidade é, claro está, praticado por todos aqueles que apenas querem que se respeite os seus mais sublimes direitos.
Portugal, honrando a alta qualidade dos seus médicos, optou por ter uma coluna vertebral amovível. Tem coluna quando é para espezinhar os fracos, não a tem quando os outros são, ou parecem ser, mais fortes. No caso de Cabinda é isso que se passa. Mas, apesar de tudo, o problema de Cabinda existe e não é por pouco se falar dele que ele deixa de existir.
Cabinda é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o administrou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

Cabinda (se é que Paulo Portas e os restantes membros do governo sabem alguma coisa sobre o assunto) é um problema político e não jurídico, embora tenha uma dimensão jurídica.

Para que Cabinda deixasse se ser um problema, os sucessivos governos portugueses varreram o assunto para debaixo do tapete. E debaixo do tapete é tanta a porcaria que quando alguém coloca o país ao nível do lixo… até parece uma bênção.

Orlando Castro
Jornalista (CP 925)


 

SECRETÁRIO-GERAL DA UNITA DEFENDE AUTONOMIA DE CABINDA

5 May 2011

Abilio Kamalata Numa que falava numa palestra, no Namibe, promovida pela Procuradoria-geral da República, disse que a autonomia de Cabinda deve ser uma solução imediata.

“Temos que ter em atenção na construção da pátria a especificidade de Angola. Cabinda é uma especificidade e não é problema nenhum admitir isso. Não olhemos só para o petróleo” – disse.

“Porque não desenvolvemos uma auto determinação? Portugal está a viver bem com a Madeira e os Açores. Há vários estados assim. Porque é que continuamos a fazer sofrer um povo que pensa de forma diferente?” – questionou.

“Os Cabindas estejam eles na UNITA, MPLA ou na FNLA eles pensam mesmo como Cabindas. Todos eles. O resto é mentira. Todos eles pensam da mesma forma” – referiu.

Ditadores africanos

“Ouvi falar de muitos ditadores, mas os ditadores dos últimos 30 anos, não sei é por causa do “boom” do petróleo, da forma como delapidaram os erários públicos dos seus países é assustadora. E até mais, não tiveram pejo em distribuir dinheiro para os seus familiares” – frisou.

“Olhas para o Mubarak está-se a falar logo do filho e da mulher; olhas para o Ben Ali, da Tunísia, é o filho, as mulheres que nem sequer tiveram dinheiro. É porque isto é da mulher. Queremos também saber aqui um bocado, para além daquilo que já se tem ouvido, porque esse dinheiro é nosso” – continuou.

Milionários angolanos e o crescimento económico do país

“Não podemos dizer que Angola está a crescer economicamente e isto não se reflecte na vida de cada um de nós. Angola está a crescer economicamente bem, mas que isso se reflicta na vida dos angolanos” – sublinhou.

“Na era colonial, as pessoas construíam as suas casas, mobilavam-nas, tinham carros e outras coisas na base do emprego e do credito. Hoje não”.

“A economia do mundo não funciona assim. Comprar tudo. O indivíduo pega em 500 mil dólares e está a comprar uma casa. Tiraste aonde o dinheiro? 500 mil dólares tirar duma só vez e comprar uma casa, tiraste aonde o dinheiro?” – indagou.

“Vais ver indivíduos com sete casas e cada casa com um valor de um milhão de dólares. Tirou aonde isso? Vais ver quintais com mais de sete carros top de gama, valor – cento e tal mil dólares cada carros. Tirou aonde esse dinheiro?” – interrogou ainda.

“Aos outros não aceitam só, no mínimo, que também criem condições de vida a partir do seu suor, dando-lhes bom salário, emprego e possibilidade de aquisição desses meios”.

Liberdade de expressão

“A falta de liberdade é como se estivesse a ser asfixiado para não respirar. Apertam-te a boca e o nariz e você não consegue respirar. É isso que se chama falta de liberdade” – explicou.

“Normalmente quando as faltas de liberdades são imensas e duram muito tempo, quando o povo começa a respirar um pouco, torna-se tresloucado e é aquilo que costumamos a ver no outro mundo”.

“A limitação de liberdades é muito perigosa. Aquilo que se vê ali, em que as pessoas, mesmo a morrer, vão até as ultimas consequências é a falta de liberdade” – concluiu.

 

 


 

A Questão Cabinda

Dr. Jonas Savimbi, Grande lider Africano

Importa referir, também, a questão Cabinda. A nossa posição inequívoca é a de que Cabinda representa uma personalidade cultural e geográfica independentemente. A sua identidade como tal não pode ser negada. A imposição de uma nacionalidade as populações de Cabinda, através dos canhões, é uma mera ilusão.

Só um diálogo, estabeleceu em bases sinceras, poderá permitir que se encontre uma solução adequada, que satisfaça ambas as partes, isto é, Cabinda e Angola.

Há resistência em Cabinda. O facto de metade da população de Cabinda se encontrar refugiada na república do Zaire significa que alguma coisa não vai ali bem. O facto de, mesmo bastante oprimidos, os irmãos de Cabinda resistirem a alienação russo-cubana, representa uma vontade política que devemos respeitar.

A UNITA pensa que reconhecidos esses valores, deve cooperar-se com os Movimentos de Libertação de Cabinda para liquidar a opressão russo – cubana. Terminada a guerra, ou ainda no decurso dela, encontrar-se-ão por certo as fórmulas futuras de cooperação.

Porque Cabinda, reconhecida a sua identidade política e sócio cultural, tem todas as vantagens em cooperar com Angola, em bases claras e de reciprocidade de interesses. De contrário, Cabinda não resistira as tentações de anexão, por força superior, ou mesmo só de desestabilização, por ser um pais pequeno e bastante rico. A sua associação com Angola, a que estariam ligados, igualmente, todos os países vizinhos interessados no problema, permitiria que se alcançassem a paz e a estabilidade naquela região.

*Extracto do livro do Dr. Jonas Savimbi, Grande lider Africano


Don Pinheiro da Silva, antigo secretário de Educação em Angola

8 Novembro 2005

"Os "Maus" portugueses são responsáveis pela situação em Cabinda"

Profundo conhecedor da realidade de Cabinda, Pinheiro da Silva afirma que a entrega do Ultramar aos movimentos comunistas por parte do MFA destruiu a unidade das ex- colónias e qualifica de «criminosa» a atitude dos dirigentes portugueses ao procurarem «unir artificialmente e administrativamente um amontoado de tribos sem qualquer ponto de contacto»

PINHEIRO da Silva conhece Angola, e especialmente Cabinda, como a palma da mão. Nasceu em 1924 na fronteira com a actual República Democrática do Congo. A sua mãe era natural de Cabinda e o pai da Serra da Estrela. Então, a maioria dos habitantes do Baixo Congo eram portugueses, A morte da mãe levou-o a fixar-se na capital de Cabinda com o progenitor. A sua instrução no liceu e depois na universidade repartiu-a entre Luanda e Coimbra, onde se formou em Ciências Históricas e Filosóficas. Por altura de meados do século XX, o território de Cabinda estava, ainda, a salvo de conflitos. «As relações entre africanos e europeus eram óptimas, especialmente com os portugueses», recorda Pinheiro da Silva. No século XV, os marinheiros portugueses chegaram a baptizar Cabinda como a «terra de gente acolhedora».

Os primeiros focos de divisão interna acontecem no início da década de 60. «O terrorismo nunca foi interno, foi organizado e subvenciado pelos estrangeiros e pelos comunistas, que são os responsáveis pelo alastrar da guerra em todo o território de Angola». Em 1964, Pinheiro da Silva é nomeado secretário provincial de Educação daquele país africano, ainda província ultramarina, tornando-se membro do governo geral de Angola. «Visitei todo o país, de norte a sul, de leste a oeste, em deslocações de serviço por todas as cidades e as vilas mais remotas e constatei que a paz ainda era quase absoluta». Pinheiro da Silva conserva na mente a imagem das «escolas em que conviviam crianças europeias nativas e euro-africanas» e elogia o papel do então governador geral de Angola, o general Silvino Silvério Marques, pela adopção de «medidas extraordinárias», com um forte alcance para a economia e a paz social.

A paz é uma miragem

Em 1971, regressa à metrópole como inspector superior de educação. O seu abandono coincidiu com o encarniçar dos conflitos. Pinheiro da Silva refere que «os comunistas e os americanos queriam correr com os europeus dos territórios onde estes tinham interesses». Cabinda era um dos alvos da cobiça. A exploração do petróleo, descoberto em meados da década de 50, começaria uns anos depois e com ela a luta desenfreada pelo enclave. «Cabinda não é Angola, nem nunca foi e até as pessoas são diferentes», apressa-se a dizer Pinheiro da Silva que regressou a Angola em 1974 como secretário-adjunto do governador geral, Silvino Silvério Marques, mas por pouco tempo lá permaneceram.

Mês e meio. «Os revolucionários de Abril, que eram partidários da independência de Angola, resolveram erradicar o general Silvério Marques, ele que nunca foi favorável ao abandono daquela terra». Depois foi a vez de Pinheiro da Silva ser «saneado» enquanto funcionário superior do ministério do Ultramar e perseguido por elementos do MFA, ele, «um dos euro-africanos que mais lutou pela perenidade de Portugal nas colónias».

Pinheiro da Silva refere, com veemência que, na sua opinião, «os eventos históricos da desco-lonização e a ida para África dos movimentos comunistas são os dois grandes flagelos e maldições para os povos africanos». E acrescenta que «os "maus " portugueses ou "estrangeirados" são os grandes responsáveis pelo evoluir da situação em Cabinda». Questionado sobre como, agora e à distância, tem acompanhado o desenrolar dos acontecimentos na terra onde passou parte da sua infância, Pinheiro da Silva não esconde a sua «amargura» por o território estar «ocupado por milhares de homens armados». A paz, cada vez mais distante, é, para si, uma «miragem».

«A democracia entre africanos é uma farsa, porventura, ainda mais do que entre europeus. Os chefes africanos são sempre naturais e não podem ser eleitos, por causa do espírito tribal, que prevalece», considera. O presidente angolano também é visado: «José Eduardo dos Santos, à semelhança de todos os líderes comunistas, como Fidel Castro ou Kim il Sung, quando se apanham no poder são piores que os mais ferozes capitalistas selvagens. É um dos homens mais ricos do mundo, mas o seu povo morre à fome».

Pinheiro da Silva acredita que só existirão desenvolvimentos quando «Luanda largar Cabinda de uma vez, mas não vejo como isso será possível. O petróleo e o interesse político continuam a pesar muito».

«O MFA entregou o Ultramar aos comunistas»

Pinheiro da Silva entende que se «Cabinda se separar de Angola, outras "nações" e tribos podem iniciar um movimento secessionista que pode fragmentar e tornar o país num barril de pólvora». Mais uma vez, Pinheiro da Silva culpa os portugueses por terem tentado homogeneizar um território e as suas gentes, «por natureza heterogéneos». «A nação angolana não existe, é uma ficção e digo isto com conhecimento de causa. Portugal procurou unir artificialmente e administrativamente um amontoado de tribos sem qualquer ponto de contacto. Esquecem-se que uma nação não se forma de um dia para o outro.

Nesse aspecto, os nossos responsáveis de então foram completamente criminosos e se não fosse o 25 de Abril provavelmente Angola seria hoje um paraíso». Os sucessivos governos nacionais, da descolonização até aos nossos dias, também merecem um reparo de Pinheiro da Silva: "os nossos políticos mataram o caso de Cabinda porque interiorizaram que ele é insolúvel". As semelhanças de Cabinda com Timor não deixaram de inquietar Pinheiro da Silva. " O MFA entregou o Ultramar aos movimentos comunistas, Frelimo, MPLA, Fretilin., Paigc e apenas Cavo Verde foi a excepção, talvez por isso é que vide em paz".


Um Genuino Monte de Merda - Cavaco Silva!

Nao tens dignidade Cabrao!

Andas a fuder com um criminoso, um ladrao, nao tens dignidade, o teu cerebro nao te funciona!

Viva Cabinda viva a Liberdade de Cabinda, abaixo a merda que emana de portugal.

Long live the Cabinda Nation.

Visita do palhaço cavaco ao criminoso y ladrão José Eduardo, vejam na foto o cavaco rodeado da canalha que esta no governo português a fuder a nação portuguesa, assim mesmo não mudem de governantes.

Cavaco tu andastes a dizer cabrão que Cabinda e' parte de angola??? Tu és Burro, Estúpido, Idiota ou Ignorante antes de dizeres estupideces dessa natureza instruite cabrão. Entretanto Cabinda limpa o cu com as tuas declarações de Merda.

Em outro ponto como e' que um Comunista Maoista de Estrema Esquerda entra no PSD, sim estamos a falar filho da puta do Maoista Comunista de merda do incompetente e Comunista de merda do Durão Barroso amigo pessoal do JES. Vai para a puta que te pario tu e o teu amigo Comunista Maoista. Como nao vai estar a nação de portugal na merda se tem merda ignorante como vocês!

O Presidente da República português destacou o papel «atuante e decisivo» de Angola na preservação da estabilidade em África como um trunfo do país, quando se prepara para comemorar o 35.º aniversário. Em declarações em Novembro 2010.

Coitado com estas declarações significa que o teu cérebro reduzido esta ou e' feito completamente de merda. Como vais tu filho da puta dizer que o MPLA que tem trazido miséria a todas as partes em África que toca, que traz morte que traz corrupção, que traz assassinatos, que traz intimidação que são por excelência filhos da puta de primeira classe, como tens tu cabrão calhoes para fazeres tal declaração!!! Não tens dignidade filho da puta. Ou estas tu disposto a dizer seja o que seja para que o ladroes do regime não eleito do MPLA te ponham dinheiro que roubam no teu cu. Enquanto portugal e os portugueses tiverem gente de merda como tu y similares essa merda de portugal nunca vai a nenhuma parte.


MENSAGEM AO PARTIDO SOCIALISTA, SOCIALISTAS DE MERDA

"Llegando valiosa ayuda humanitaria de Portugal para el pueblo de Venezuela. Gracias Portugal. Gracias amigo Sócrates!! Venceremos!!", escribió en la red social. La loca de Hugo Chavez el 11 Deciembre 2010

Socrates filho da puta tu que es Comunista de merda estas a ajudar o louco do Comunista do Chavez! Quem e' que vai pagar essa ajuda? Tu ? Por suposto que nao cabarao e' o povo de portugal que agoar tem que estar a apoiar os regimes comunistas tanto em africa como na america do sul. 

Voces estas a Fuder em Africa nao basta a merda que deixaram, o caos y os regimens Comunistas que temos em cima armados pelos Cubanos y os Russos, y agora estao a Fuder com o MPLA a apoiar regimens Comunistas.

MENSAGEM ao Fulano José Sócrates de Carvalho Pinto de Sousa e Monte Merda

Socialista da MERDA, Socialista = Comunista Para a PUTA que os Pario! Incompetente de merda!

Estas Cabrao a financiar os Generais do MPLA, Cabrao com emprezas que sao do Estado Portugues, nao sabes Cabrao que na Lunda 90% da Populacao menor de 35 anos de idade esta analfabeta, nao sabes cabrao que o JES e os seus generais nao sao eleitos, nao sabes cabrao que o Regime do MPLA e' uma banda de ladroes, Claro que nao cabrao tu igual es comunista filho da puta.

 Abaixo Portugal, abaixo a Merda que emana de Portugal. Republica falida Cu da Europa, Republica das Bananas, onde nao ha responsabilidade politica.

BURRO Aprende Castellano y Ingles para nao pasares vergonha Cabrao.

Ha y tambem nao te metas con os Dictadores em Africa, metete com a Freeport de Alcochete y outras estafas, Corrupto de merda!

"Sócrates es un defensor de la revolución bolivariana. No se deja chantajear ni presionar por nadie" 
Dijo Hugo Chavez el 13 OCT 2010


LISTA DE FILHOS DA PUTA EM PORTUGAL QUE ANDAM A FUDER

21 September 2010

Em portugal não ha lei, não ha dignidade o que ha de sobra e' merda com merda nunca vão a nenhuma parte, lista de Filho da Puta que colaboram com o Regime Comunista não eleito do MPLA. Esta gente são criminais os negócios que fazem com os membros do regime não eleito do MPLA e' com fundos a custa do roubo das populações de Cabinda e de Angola.

Lista de Filhos da Puta & Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Américo Amorim, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Belmiro de Azevedo, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Ricardo Salgado, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Antônio Mexia, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Fernando Ulrich, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Antônio Mota, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Ângelo Corrêa, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Faria de Oliveira, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA 

Duquesa do Cadaval, Colaboradores do Regime Comunista do MPLA

NOTA: Se em Portugal se instalase um regime comunista este e' o tipo de gente de merda que estaria a fuder e a manter um Regime Comunista em Portugal. OLHO! MUITO OLHO! Todo o individuo portugues tem que pensar. Portugal esta no cu da europa e esta sub-desemvolvido porque???  A resposta: E' com gente sem dignidade e com ladroes que fazem com que voces nunca vao a nenhuma parte. Sejam inteligentes e mudem as coisas nao votem por partidos Socialistas de merda que nao servem. Votem por um partido de direita ou centro direita, ou regressem a um systema Democratico com a estabelidade que ofrece uma Monarquia Constitucional. Todo aquele que queira verdadeiramente ajudar a nacao portuguesa e a sair da merda, e dos governantes de merda que teem em cima, podem comezar por solicitar informacao ao e-mail: cabinda@gmail.com


Fernando Nobre Cara de palhazo

Cabinda limpa o cu com o pensamento  e as declaracoes do filho da puta do Fernando Nobre, abaixo a estupidez que emana de portugal.

«É evidente que hoje não passa pela cabeça de ninguém que Angola não vá de Cabinda ao Cunene. Assim ficou definido no momento da independência», disse o filho da Puta do Fernando Nobre que e’ Candidato à Presidência da República Portuguesa.

Certamente que o cabrao do Fernanado Nobre esta a levar no cu com o penis do Jose Eduardo do Santos, se nao como vai dizer merda como esta, ou lhe falta um parafuso ou e' bestia certa.

Mensagem para o cabrao do Fernando Nobre

E’ com individuos como tu Cabrao que portugal y o povo portugues continua a estar subdesemvolvido.  
 

Joaozinho, a tua mae nao te disse: "Dizme com quem andas e te direi quem es"

João Gomes Cravinho outro Filho da Puta com o Dictador Libio, bons amigos,
e' com amigos desses que portugal certamente vai seguir em frente!

Joaozinho tu de estupido nao tens nada cabrao, com que entao portugal nao tem nada que ver com Cabinda!

Mensagem ao Povo de Portugal enquanto tiverem gente como esta no poder, portugal e voces portugueses como vao poder ir a alguma parte, se nao viver na merda de sempre que estes filhos da puta os teem metidos debaixo dos seus pes. Despertem ou estes filhos da puta vao continuar a manter o nobre povo de portugal na merda.


O Ditator José Eduardo dos Santos manda e Portugal obedece servilmente

3 February 2011

Lata e falta de vergonha são coisas que não faltam às autoridades coloniais do regime angolano (MPLA) no que à sua colónia de Cabinda respeita. O desplante é tanto que até foram comemorar o 4 de Fevereiro no dia 1 de Fevereiro junto do Monumento ao Tratado de Simulambuco, o tal que estabeleceu que Cabinda era um protectorado de Portugal.

Mas se do regime angolano (MPLA) é de esperar tudo, de Portugal esperar-se-ia algo de diferente. Mas não. O dono de Angola (José Eduardo dos Santos) manda e Portugal obedece servilmente.

E isto também acontece porque Portugal não se lembra dos compromissos que assinou ontem e, por isso, muito menos se recordará dos assinados há 126 anos. Aliás, creio até que as autoridades portuguesas dão cada vez menos valor aos compromissos que assumem.

Mas, queiram ou não, do ponto de vista de um Estado de Direito (que Portugal é cada vez menos) é importante dizer-se que este reino lusitano não só não honrou a palavra como aviltou a assinatura dos seus antepassados que, esses sim, com sangue, suor e lágrimas deram luz ao mundo.

Portugal não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos Acordos de Alvor, ultrajou o povo de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no terrirório, seu protectorado, ocupado por Angola.

Quando o presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, diz que Angola vai de Cabinda ao Cunene está, desde logo, a dar cobertura e a ser conivente com as violações que o regime angolano leva a efeito contra um povo que apenas quer ter o direito de escolher o seu futuro.

Graças ao petróleo, grande parte dele produzido em Cabinda, Angola consegue que a comunidade internacional reconheça a existência de dois tipos de terrorismo. Um bom e outro mau.

O mau é praticado por todos aqueles que apenas querem que se respeite os seus mais sublimes direitos. O bom é o do Estado, neste caso angolano, que viola sistematicamente todos os mais básicos direitos humanos, prendendo, torturando e matando todos aqueles que pensam de maneira diferente.

Se calhar, digo eu, não seria mau que Portugal olhasse para Espanha e Angola para Marrocos. Ou seja, para a questão do Saara Ocidental, antiga colónia espanhola anexada em 1975 após a saída dos espanhóis, como parte integrante do reino de Marrocos que, entretanto, propõe uma ampla autonomia sob a sua soberania, mas exclui a independência. Pelo contrário, a Frente Polisário, apoiada sobretudo pela Argélia, apela à realização de um referendo, em que a independência seria uma opção.

Recorde-se que o governo espanhol, liderado por José Luis Zapatero, tem mostrado – ao contrário de Portugal - coragem política não só ao reconhecer o direito do povo saharaui à autodeterminação como ao levar a questão às Nações Unidas.

Também Timor-Leste comemorou os 10 anos do referendo que permitiu que o território, embora sob suposta administração portuguesa mas de facto ocupado militarmente pela Indonésia, se tornasse independente.

Terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? E com o Saara Ocidental?

Embora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por pouco se falar dele que ele deixa de existir. Se calhar estão de novo à espera que os cabindas apostem na razão da força...

Cabinda é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o administou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

Quando o governo português reconheceu formalmente a independência do Kosovo, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse que "é do interesse do Estado português proceder ao reconhecimento do Kosovo".

O ministro português apontou quatro razões que levaram à tomada de decisão sobre o Kosovo: a primeira das quais é "a situação de facto", uma vez que, depois da independência ter sido reconhecida por um total de 47 países, 21 deles membros da União Europeia e 21 membros da NATO, "é convicção do governo português que a independência do Kosovo se tornou um facto irreversível e não se vislumbra qualquer outro tipo de solução realista".

Deve ter sido o mesmo princípio que, em 1975, levou o Governo de Lisboa a reconhecer o MPLA como legítimo e único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA. O resultado ficou à vista nos milhares e milhares de mortos da guerra civil.

Como segunda razão, Luís Amado referiu que "o problema é político e não jurídico", afirmando que "o direito não pode por si só resolver uma questão com a densidade histórica e política desta". Amado sublinhou, no entanto, que "não sendo um problema jurídico tem uma dimensão jurídica de enorme complexidade", pelo que "o governo português sempre apoiou a intenção sérvia de apresentar a questão ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas".

Ora aí está. Cabinda (se é que os governantes portugueses sabem alguma coisa sobre o assunto?) também é um problema político e não jurídico, “embora tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade”.

"O reforço da responsabilidade da União Europeia", foi a terceira razão apontada pelo chefe da diplomacia portuguesa. Luís Amado considerou que a situação nos Balcãs "é um problema europeu e a UE tem de assumir um papel muito destacado", referindo igualmente que a assinatura de acordos de associação com a Bósnia, o Montenegro e a Sérvia "acentuou muito nos últimos meses a perspectiva europeia de toda a região".

No caso de Cabinda, a União Europeia nada tem a ver. Tem, no entanto, a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) onde – desculpem se me engano – Portugal desempenha um papel importante.

O ministro português frisou ainda que Portugal, ao contrário dos restantes países da UE que não reconheceram o Kosovo, não tem problemas internos que justificassem as reticências. Pois. Os que tinha (Cabinda é, pelo menos de jure, um problema português) varreu-os para debaixo do tapete.

Como última razão, indicou a "mudança de contexto geopolítico que entretanto se verificou" com o conflito entre a Rússia e a Geórgia e a declaração de independência das regiões georgianas separistas da Abkházia e da Ossétia do Sul que Moscovo reconheceu entretanto.

Isto quer dizer que, segundo Lisboa, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola. Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou seja, a coerência é feita ao sabor do acaso, dos interesses unilatreiais.

Orlando Castro


Humilhacao pelo Regime não eleito do MPLA ao Padre Jorge Congo

20 November 2010

A juventude de Lubundunu tinha decidido, há muito, celebrar a festa de Cristo Rei em Lândana. Hoje, dia 20, de manhã, fui até à cidade de Cabinda. Em Cabassango, às portas da cidade, deparei-me com um espavento policial, cuja acção era direccionada para todos os veículos que traziam membros da comunidade Lubúndunu. Uns foram obrigados a retroceder e outros obrigados a mudar de itinerário. Ao regressar a Lândana, encontrei-me com alguns membros vítimas desta repressão policial. Disseram-me que foram acusados de serem membros da Mpalabanda e da FLec, por isso, interditos de se movimentarem. Cheguei em Lândana deparei-me com um estupor aparato policial e de anti-motins i. Vieram, depois, os jovens de Lândana e narraram-me terem sido impedidos de realizar o encontro de oração, porque, amanhã, o bispo virá a Lândana e porque estavam a organizar uma manifestação da Mpalabanda. Se quisessem que fossem a Cabassango.

Pediram-me que os ajudasse com a minha carrinha. Lá os levei. Ao regressar, sem ninguém na viatura, a polícia, postada em tudo que era canto, fizeram-me parar e pediram-me a carta de condução e os documentos da viatura. Idei-os. Eram 18.30. Fiquei ai em condição de detenção até 20.45. Depois veio um polícia de trânsito que me disse que retinham o carro, ordens de um comandante, sempre na penumbra, porque era uma viatura de mercadoria e não de passageiros. Isto passado longo tempo.

Fiquei ainda retido no Malembo, porque não tinha como chegar a Lândana, que dista 18 kilómetros. Confrontados com a minha reacção lá forçaram uma viatura a vir deixar-me em Lândana. Quando pediam que o dono da viatura me viesse deixar, diante do espanto deste, que não compreendia por que Padre Congo já não tinha carro, o polícia, na sua ingenuidade, disse-lhe que eram problemas políticos. Esta atitude humilhante e musculada contra mim e todos os inimigos de estimação do governo angolano tem sido permanente nestes últimos dias, porque no dia 11 Novembro 2010 também fomos postos em situação de detenção durante largas horas, eu e o Dr. Nombo, na fronteira de Massabi e só, depois, quando bem quiseram, nos deixaram seguir viagem à Ponta-Negra, República do Congo Brazzaville.

A nossa vida é uma permanente humilhação e só Deus sabe quando vai acabar. Não sei quem fica mal na fotografia: esta Igreja católica que tem sempre o apoio da mão do poder (tudo que é polícia e militar, em todos os seus programas ou o próprio poder, que se diz laico, que se tornou o protector de uma Igreja! Só o futuro nos dirá. Até lá, continuaremos com a vida sempre por um fio.


Lei dos Crimes Contra a Segurança do Estado
O Medo que o Regime do  MPLA tem de perder o poder

2 November 2010

A Assembleia Nacional volta à actividade normal da III sessão da III Legislatura para discutir e aprovar em dois dias, 4 e 5 de Novembro 2010, um conjunto de 17 diplomas legais, entre as que se contam a Lei dos Partidos Políticos e a dos Crimes Contra a Segurança do Estado, acerca das quais vários sectores da sociedade civil já se pronunciaram sobre a necessidade da sua adequação à Constituição em vigor.

De acordo com fontes do jornal O PAÍS, a proposta de Lei dos Crimes Contra a Segurança do Estado, remetida à Assembleia Nacional pelo Regime do MPLA não eleito e eternamente no poder, já expurga o polémico artigo 26º que continha uma moldura penal para “todo e qualquer acto não previsto na Lei que ponha ou possa pôr em perigo a segurança do Estado”.

Esta disposição da lei em questão foi sendo objecto de contestação por parte de muitos advogados que evocavam a falta de clareza na tipificação do crime de que poderia ser alvo qualquer cidadão, tendo sido usado por vários tribunais angolanos para condenar cidadãos, o mais flagrante dos quais, segundo os mesmos juristas, o caso dos activistas cívicos de Cabinda.

Um recurso ao Tribunal Constitucional foi imediatamente interposto, segundo declarações dos advogados, na ocasião, e tudo indica, afirmam, que a decisão desta instância judicial pode ser favorável à defesa, o que, alegadamente, estará a implicar na alteração desta Lei para conformá-la com os preceitos da Constituição.

No discurso sobre o estado da Nação proferido pelo Ditador de Luanda, José Eduardo dos Santos, na Assembleia Nacional, na abertura da III sessão legislativa, sublinhava a necessidade de se fazerem alterações profundas ao actual Código Penal, o que pode, em certa medida estar em consonância com a necessidade de acautelar os direitos consagrados na Constituição.

Como bem vem expresso na fonte deste jornal “na verdade, entre os dois planos jurídicos, o constitucional e o penal, estabelece-se uma relação muito estreita que deriva do facto de o direito penal interferir com os valores essenciais da vida do homem inserido em determinada comunidade”.

Adianta que é da relação que o direito penal estabelece com estes direitos fundamentais, com implicações na protecção, limitação, imposição ou proibição de condutas e estabelecendo, em qualquer caso, penas para aqueles que violem os imperativos penais que resulta a sua subordinação e dependência próximas à Constituição do Estado.

Tomando isto por base, o Tribunal Constitucional poderá decidir pela absolvição do Heróico Padre Raul Tati e coréus, já que foi exactamente o artigo 26º que esteve na base das suas condenações.

A Lei 7/78 de 26 de Maio também criminalizava o e o incitamento à greve, duas “gafes constitucionais” que só agora poderão ser revistas, já que desde o “abraço” ao multipartidarismo, as leis sindicais e do trabalho condenam o lock out e consagram a realização da greve como direito do trabalhador, podendo a mesma ser lícita ou ilícita, não se podendo entender como um crime contra a Segurança do Estado.

O ante-projecto também não considera justo integrar na categoria dos Crimes Contra a Segurança do Estado a troca de correspondência por parte de um cidadão angolano com nacionais estrangeiros ou qualquer pessoa residente em país estrangeiro.

Adianta o ante-projecto, no seu preâmbulo, que a não definição do conteúdo desta correspondência poderia levar, por exagero, “considerar como crime contra a segurança do Estado, por decisão do Regime não eleito e corrupto do MPLA, o envio de simples correspondência pessoal a pais ou filhos residentes em país estrangeiro”. Igual leitura é feita em relação ao artigo 5º da mesma Lei que previa o crime de passagem para país inimigo “sem que todavia ajude ou tente ajudar de qualquer modo o inimigo”.

De acordo com a fonte de O PAÍS, a Lei de 1978 foi concebida para responder a uma situação de grave emergência nacional, “foi conjugada com a acção de poderosos inimigos externos, numa violenta agressão armada contra o nosso país”, o que já não se coloca na situação actual em que Angola consolida, há mais de oito anos, um processo de paz e reconciliação nacional.

O actual ante-projecto traz uma formulação distinta em termos de conceituação do que representa um crime contra a segurança do Estado, entendendo como tal “os Crimes Contra a Independência e a Integridade Nacionais, aqueles praticados contra a Defesa Nacional e as Forças Armadas, contra os Estados Estrangeiros e os Crimes Contra a Realização do Estado”, que conformam quatro capítulos aos quais se associam um outro que trata de disposições comuns.

Eugénio Mateus


O jornalista Alberto Chakusanga, de 31 anos de idade, foi assassinado no município de Viana, em Luanda.

Assim se vê a força do Regime Criminoso Comunista Nao eleito do MPLA

7-Sep-2010

A Rádio Despertar, Angola, está de luto. Está a Despertar como, digo eu, deveria estar todo o país baixo saqueio desde 1975 pelo MPLA e há 31 anos pelo Dictador Nascido em Sao Tome y Principe José Eduardo dos Santos, presidente não eleito da República. O jornalista Alberto Chakusanga, de 31 anos de idade, foi assassinado no município de Viana, em Luanda.

Por Orlando Castro Jornalista

É claro que de luto também deveria estar essa coisa que dá pelo nome de Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Deveria mas não está. A CPLP só estaria de luto se o jornalista assassinado fosse afecto ao MPLA. Como não era...

Angola é, aliás, um país “sui generis”. Embora diga que é uma democracia e um Estado de Direito não passa, de facto, de um reino onde só são considerados angolanos os que vão à missa do regime.

Todos aqueles que não vão a essa missa sujeitam-se a chocar com balas. Como muito bem escreve o Club-K, é curioso que Alberto Chakusanga, natural do município da Caála, província do Huambo, morreu 24 horas após o Bureau Político do MPLA, ter assegurado que conhecia indivíduos – recrutados – para denegrir, a qualquer preço, a imagem do seu Presidente.

Como já aqui no Notícias Lusófonas escrevi, o MPLA está a ficar cada vez mais chateado com os constantes ataques (provavelmente enquadráveis, segundo as suas teses, nos crimes contra a segurança do Estado) ao seu líder e sumo pontífice do regime do MPLA há 31 anos, Dictador José Eduardo dos Santos.

Também aqui escrevi que o MPLA está a montar uma estratégia ainda mais musculada para acabar com os que ousam pôr em causa a representação divina, delegada por Deus, do seu líder.

E se, o MPLA consegue sem problemas comprar jornais, queimar edições cujo conteúdo é desfavorável, ameaçar, prender e fazer desaparecer opositores (como acontece, por exemplo, na sua colónia de Cabinda), noutros países a coisa não é tão fácil, mas não é impossível.

Em Portugal, apesar da signficativa mudança de rumo que levou muitos jornalistas a escreverem com a barriga alimentada pelas empresas e empresários angolanos, ainda não é fácil queimar edições, prender jornalistas ou fazê-los chocar com alguma bala. Não é fácil, mas também não é impossível.

Ao regime angolano tem sido mais fácil silenciar os jornalistas portugueses, assumindo-se como dono dos donos dos jornalistas. É tudo uma questão de euros, ou dólares. E como isso é coisa que sobra em Angola mas falta em Portugal, o caminho está aberto para que só os que digam amém tenham direito a emprego.

Mesmo assim, há ainda muitos jornalistas portugueses cujos donos não se venderam aos donos de Angola. E isso chateia a sério o MPLA. E se a última gota de água que fez transbordar o copo (do melhor whisky , certamente do tipo Macallan Collection, 1926) foi a revista Sábado que, na sua última edição, tem como manchete: «Os angolanos que mandam nas maiores empresas de Portugal», outros casos há cujos autores constam de uma listagem feita pelos serviços secretos do MPLA e que é do conhecimento das suas diferentes embaixadas.

O regime de José Eduardo dos Santos tem, no imediato, dois planos para alterar em Portugal estes ataques. Um passa pela entrada ainda mais em força nas empresas de comunicação social onde mandam velhos amigos e parceiros, de modo a branquear o tenebroso regime. O outro pondera o silenciamento das vozes incómodas...

Orlando Castro, Jornalista (CP 925)




http://letrasdeferro.blogspot.com/

MPLA põe na rua sipaios que comprou na colónia de Cabinda

3-Dec-2010

Os sipaios que o Ditador José Eduardo dos Santos, presidente do Regime não eleito do MPLA, comprou na Nação de Cabinda não cumpriram convenientemente as ordens do regime colonial e estão a ser mandados dar uma volta ao bilhar grande. Macário Romão Lembe, um dos braços direitos de António Bento Bembe, foi oficialmente exonerado do seu cargo como vice-governador de Cabinda baixo o Regime Colonial do MPLA para o sector empresarial privado.

Por Olando Castro Jornalista

Juntamente com Macário Romão Lembe, foram demitidos das diferentes variantes enquadráveis nos cargos de vice-governadores, Feliciano Lopes Toco, António Manuel Gime, Aldina Matilde de Barros da Lomba, e Vicente Télica.

Bento Bembe, tal como uma parte do MPLA, ainda não compreendeu que há gente em Cabinda que prefere morrer à fome do que ser escrava, que prefere levar um tiro a vender a alma aos que lá vão e estão apenas para sacar as riquezas.

«Quando um político entra em conflito com o seu próprio povo, perde a sua credibilidade no seu agir, torna-se um eterno ditador», afirmou em tempos o Bispo Emérito de Cabinda, Don Paulino Madeca, falecido em 2008, numa carta dirigida a António Bento Bembe e intitulada «A crise actual em Cabinda».

Quando em 3 de Outubro de 2008 o chefe do Regime não eleito do MPLA pediu aos seus ministros mais trabalho e menos conversa, o então ministro (hoje é secretário de Estado e amanhã irá para a rua) António Bento Bembe começou logo a mostrar que nada tinha para fazer. Vai daí, falou, falou, falou... e só disse asneiras.

E falou para, mais uma vez, dizer uns tantos disparates. Começou por negar a existência de um conflito armado na Nação de Cabinda, ocupado pelo Regime do MPLA. Considerando as mortes recentes "actos de banditismo" protagonizados por pessoas que pretendem "resolver questões pessoais".

Ao que parece, Bembe acabara de reler o manual do MPLA sobre esta questão para, bem a propósito, responder ao deputado da UNITA e activista cívico de Cabinda, Raul Danda, que afirmava haver uma guerrilha activa na colónia e que "há gente que mata e que morre de ambos os lados".

Todo o mundo sabe, por isso, que as FAA estão em Cabinda de armas e bagagens para evitar que, segundo Bembe, as pessoas resolvam as questões pessoais aos tiros.

"Morre-se em todo o mundo. Morre gente no Huambo, morre gente no Cunene e em todas as províncias de Angola. Pelo contrário se formos ver a estatística desta mortandade podemos ver que em várias províncias morre mais gente do que em Cabinda", salientou Bento Bembe.

Digam lá que não é brilhante o raciocínio de Bento Bembe? No entanto, bem vistas as coisas, “se formos ver a estatística desta mortandade”, morre mais gente em Cabinda do que no Palácio Presidencial.

"Eu, nascido em Cabinda e alguém que já fez guerra em Cabinda, tenho uma experiência da guerra que data de 30 anos. Aqueles que ainda falam da existência de guerra de guerrilha em Cabinda, muitos deles não fizeram a guerra e não a entendem e nem podem definir a própria palavra guerra em si", acrescentou Bembe num rasgo histórico digno de ser emoldurado e colocado na sua lápide.

"Todos nós lutamos para a independência de Cabinda, mas é preciso compreender que as coisas mudam e os contextos também", disse Bembe. Mas seria isso que ele queria dizer? Afinal o que mudou?

Mudaram as coisas e os contextos? É claro que sim. A força ocupante, o MPLA, não desiste de combater os defensores da independência. A uns mata-os. A outros prende-os. A outros, como Bento Bembe e companhia, compra-os, usa-os e depois deita fora.


Portugal sabe o que é o Sahara mas ignora o que se passa em Cabinda 

27 November 2010

Por Orlando Castro

O Bispo Angolano em Cabinda anda escoltado por forças militares e policiais do Regime não eleito do MPLA, onde se incluem carros blindados. O Padre Jorge Casimiro Congo tem um carro de assalto da ocupação Militar do MPLA de forma permanente junto à sua casa.

A questão do Sahara Ocidental "terá decerto o seu lugar na cimeira UE-África" (dias 29 e 30 em Tripoli – Líbia) apesar de não figurar na agenda, garantiu em declarações à Lusa um alto responsável da Frente Polisário.

Enquanto isso, Cabinda (colónia privada do MPLA, e baixo ocupação Militar desde 11 de Novembro de 1975, Cabinda que era antes protectorado de Portugal 1885-1975) continua a ser varrida para debaixo do tapete. A força do regime não eleito do MPLA a isso obriga, té um dia, como é óbvio... .

Perante a conivente passividade da comunidade internacional, com especial relevância para Portugal, todos os que em Cabinda lutam pelos direitos humanos e pretendem que a agora colónia seja ouvida quanto ao seu futuro, são tratados de forma execrável, uns são presos, outros intimidados e alguns “ausentam-se” para parte tão incerta que ninguém mais sabe deles.

Até o próprio Bispo Angolano de Cabinda quando se desloca na região vai escoltado por forças militares e policiais, onde se incluem carros blindados. Por sua vez, o padre Jorge Casimiro Congo tem um carro de assalto a morar em permanência junto à sua porta.

No que a Cabinda respeita, Portugal não se quer lembrar (e dá cobertura para calar os que se querem lembrar) dos compromissos que assinou, na circunstância há 125 anos.

Portugal não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos Acordos de Alvor, ultrajou o Nobre Povo e Nação de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no território, seu protectorado, ocupado pelo MPLA com ajuda de um forte contingente na sua maioria de Soldados Comunistas Cubanos.

Quando o presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, diz que Angola vai de Cabinda ao Cunene está, desde logo, a dar cobertura e a ser conivente, como acontece – por exemplo – com a China em relação ao Tibete, com as violações que o regime não eleito do MPLA leva a efeito contra um Povo que apenas quer ter o direito de escolher o seu futuro.

Graças ao petróleo, grande parte dele produzido em Cabinda, o regime não eleito do MPLA consegue que a comunidade internacional reconheça a existência de dois tipos de terrorismo. Um bom, o que o regime do MPLA exerce em Cabinda, um mau, o que Marrocos pratica contra a Frente Polisário no Sahara Ocidental.

Para além do Tibete, não seria mau que Portugal olhasse para Espanha e Angola para Marrocos. Ou seja, para a questão do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola anexada em 1975 (tal como Cabinda) após a saída dos espanhóis, como parte integrante do reino de Marrocos que, entretanto, propõe uma ampla autonomia sob a sua soberania, embora excluindo a independência. Pelo contrário, a Frente Polisário, apoiada sobretudo pela Argélia, apela à realização de um referendo, em que a independência seria uma opção.

Também não se percebe, aliás, a razão pela qual a ONU tem um chefe de missão no Sahara Ocidental, Hany Abdel-Aziz, que ainda recentemente afirmou que o momento é apropriado para iniciar as negociações entre Marrocos e a Frente Polisário, e não toma igual iniciativa em relação a Cabinda.

Recorde-se que o governo espanhol, liderado por José Luis Zapatero, tem mostrado – ao contrário de Portugal - coragem política não só ao reconhecer o direito do povo Saarauí à autodeterminação como ao levar a questão às Nações Unidas.

Também Timor-Leste comemorou recentemente os 10 anos do referendo que permitiu que o território, embora sob suposta administração portuguesa mas de facto ocupado militarmente pela Indonésia e considerado sua província, se tornasse independente.

Terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Sahara Ocidental?

Embora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por não se falar dele que ele deixa de existir. E se, como aconteceu em Janeiro, para se falar é preciso pôr a razão da força à frente da força da razão... que outro remédio têm os Cabindas?

Cabinda é um Pais ocupado pelo Regime não eleito do MPLA e nem a potência ocupante como a que o administrou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os Cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do Povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

Quando o governo português reconheceu formalmente a independência do Kosovo, o seu ainda ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse que "é do interesse do Estado português proceder ao reconhecimento do Kosovo".

O ministro português apontou quatro razões que levaram à tomada de decisão sobre o Kosovo: a primeira das quais foi "a situação de facto", uma vez que, depois da independência ter sido reconhecida por um total de 47 países, 21 deles membros da União Europeia e 21 membros da NATO, "é convicção do governo português que a independência do Kosovo se tornou um facto irreversível e não se vislumbra qualquer outro tipo de solução realista".

Deve ter sido o mesmo princípio que, em 1975, levou o Governo de Lisboa a reconhecer o MPLA como legítimo e único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA. O resultado ficou à vista nos milhares e milhares de mortos da guerra civil.

Como segunda razão, Luís Amado referiu que "o problema é político e não jurídico", afirmando que "o direito não pode por si só resolver uma questão com a densidade histórica e política desta". Amado sublinhou, no entanto, que "não sendo um problema jurídico tem uma dimensão jurídica de enorme complexidade", pelo que "o governo português sempre apoiou a intenção sérvia de apresentar a questão ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas".

Ora aí está. Cabinda (se é que os governantes portugueses sabem alguma coisa sobre o assunto) também é um problema político e não jurídico, “embora tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade”.

"O reforço da responsabilidade da União Europeia", foi a terceira razão apontada pelo chefe da diplomacia portuguesa. Amado considerou que a situação nos Balcãs "é um problema europeu e a UE tem de assumir um papel muito destacado", referindo igualmente que a assinatura de acordos de associação com a Bósnia, o Montenegro e a Sérvia "acentuou muito nos últimos meses a perspectiva europeia de toda a região".

No caso de Cabinda, a União Europeia nada tem a ver. Tem, no entanto, a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) onde Portugal desempenha um papel importante, se bem que a organização lusófona seja agora presidida por um país, Angola, cujo presidente está há 31 anos no poder sem ter sido nunca eleito.

O ministro português frisou ainda que Portugal, ao contrário dos restantes países da UE que não reconheceram o Kosovo, não tem problemas internos que justificassem as reticências. Pois. Os que tinha (Cabinda é, pelo menos de jure, um problema português) varreu-os para debaixo do tapete.

Como última razão, indicou a "mudança de contexto geopolítico que entretanto se verificou" com o conflito entre a Rússia e a Geórgia e a declaração de independência das regiões georgianas separistas da Abkházia e da Ossétia do Sul que Moscovo reconheceu entretanto.

Isto quer dizer que, segundo Lisboa, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola. Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou seja, a coerência é feita ao sabor do acaso, dos interesses unilatreiais.


Regime nao eleito do MPLA aperta o cerco a todos os que falam da Republica de Cabinda

22-Nov-2010

Está em preparação nova acção militar e policial para arrasar a resistência, bem como o bloqueio do acesso à internet e uso de telemóveis

Aumentam as ameaças do regime nao eleito do MPLA a todos quantos falam da situação da Republica de Cabinda. Em vários países, nomeadamente em Portugal, os serviços do MPLA estão a apertar o cerco aos jornalistas, seja por ameças físicas ou pelas tentativas de suborno. Enquanto isso, na sua colónia de Cabinda, continua a prender cidadãos inocentes a quem acusa de actos contra a segurança do Regime do MPLA.

Por Orlando Castro

De facto, tanto em Angola como em Cabinda, o regime continua a recorrer a medidas que são claramente ilegais, e muitas vezes brutais, para silenciar os seus adversários. A situação não é nova mas, desta vez, parece indiciar um esmagador ataque contra todos os que, em Cabinda ou no mundo, o regime considera inimigos.

No entanto, Luanda só o quer fazer quando tiver a certeza (tanto quanto possível) que as informações sobre o que se passar na colónia não chegarão ao exterior.

E para isso urge não só calar os jornalistas que mais atentos estão à questão, como evitar que de Cabinda saiam informações sobre as acções militares e policias que já estão agendadas e que podem ser desencadeadas a todo o momento. Para esse efeito, com a ajuda de técnicos brasileiros e chineses, será bloqueado por tempo indeterminado o acesso à Internet, bem como as comunicações através de telemóveis.

Vários jornalistas que trabalham fora de Angola foram e estão a ser contactados por mandatários do regime nao eleito do MPLA, sendo-lhe transmitidas duas soluções: “Quanto querem para deixar de falar de Cabinda” e “Ou deixam de falar de Cabinda ou a vossa integridade física corre sérios riscos”.

Acrescentam os arautos do regime de Ditador nao eleito José Eduardo dos Santos que “dinheiro não é problema”, embora acrescentem que “também o resto não é problema”.

A força expedicionária do regime perigoso do MPLA, baseada nas diferentes embaixadas, está agora mais virada para os trabalhos jornalísticos que vão sendo publicados em blogues ou em sites informativos não vinculados a empresas de comunicação.

Isto acontece porque nos meios tradicionais (jornais, rádios e televisões) o regime nao eleito do MPLA tem a situação controlada, muitas vezes através dos seus agente económicos a operar nos diferentes países. Mais difícil está a missão de controlar o que se escreve na Internet.

E se em tempos a consulta da Internet foi considerada crime contra a segurança do Estado, levando mesmo que com base nesse “crime” alguns dos cabindas fossem detidos, agora essa lacuna será mesmo colmatada.

Segundo fontes angolanas, os técnicos brasileiros e chineses garantem que só esperam indicação de Luanda para bloquear o acesso à Internet e limitar ou mesmo anular as chamadas por telefone fixo ou móvel.

Luanda não vai permitir que as informações sobre o que se passa na sua colónia cheguem rapidamente ao exterior, como aconteceu recentemente com os ataques da FLEC (censurados na Imprensa tradicional), com a prisão e condenação de professores ou ainda com a detenção por algumas horas do Padre Jorge Congo.

Do ponto de vista militar o regime prepara uma acção de terra queimada que, desde logo, visa acabar com os focos de resistência mas, ainda, com tudo o que possa vir a ser um foco de resistência. Em matéria policial a estratégia é calar todos aqueles que, por não serem militares, possam significar, ou estimular, a luta contra a opressão colonialista do MPLA.


Nem o padre Congo escapa à repressãoo Regime Marxista Leninista nao eleito do MPLA na sua colónia de Cabinda

Por Olando Castro Jornalista

21-Nov-201

A Juventude de Lubundunu tinha decidido, há muito, celebrar a festa de Cristo Rei em Lândana. No dia 20, de manhã, o padre Congo foi até à cidade de Cabinda. Em Cabassango, às portas da cidade, deparou-se com um vasto aparato policial, cuja acção era direccionada para todos os veículos que traziam membros da comunidade Lubúndunu. Uns foram obrigados a retroceder e outros obrigados a mudar de itinerário. Ao regressar a Lândana, o padre congo encontrou-se com alguns membros vítimas desta repressão policial do Regime nao eleito do MPLA.

Disseram-lhe os populares que foram acusados de serem membros da Mpalabanda e da FLEC e, por isso, interditos de se movimentarem. Cheguado a Lândana deparou-se com um novo aparato policial e anti-motins. Vieram, depois, os jovens de Lândana e narraram terem sido impedidos de realizar o encontro de oração, porque, no dia seguinte, o bispo iria a Lândana e porque estavam a organizar uma manifestação da Mpalabanda.

Se quisessem que fossem a Cabassango, disseram-lhe as autoridades nao eleitas do Regime do MPLA. Pediram ao Senhor Padre Congo que os ajudasse com a sua carrinha. E tal foi feito. Ao regressar, sem ninguém na viatura, a polícia, postada em tudo que era canto, fizeram-no parar e pediram-lhe a carta de condução e os documentos da viatura.

Eram 18.30 horas. Ficou detido até às 20.45. Depois veio um polícia de trânsito que lhe disse que retinham o carro, por ordens de um comandante, sempre na penumbra, porque era uma viatura de mercadoria e não de passageiros. Ficou assim retido no Malembo, porque não tinha como chegar a Lândana, que dista 18 quilómetros.

Confrontados com a reacção do padre Congo lá arranjaram uma viatura para o levar a Lândana. Quando pediam que o dono da viatura para o ir levar, diante do espanto deste, que não compreendia por que Padre Congo já não tinha carro, o polícia, na sua ingenuidade, disse-lhe que eram problemas políticos.

Esta atitude humilhante e musculada contra o padre Congo e todos os inimigos de estimação do Regime nao eleito do MPLA  tem sido permanente nos últimos dias, porque no dia 11 deste mês também foi posto em situação de detenção durante largas horas, tal como o Dr. Nombo, na fronteira de Massabi e só, depois, quando bem quiseram, os deixaram seguir viagem até Ponta-Negra, República do Congo Brazzaville.

A vida do Padre Congo e de te muitos outros é uma permanente humilhação e só Deus sabe quando vai acabar. Não se sabe quem fica mal na fotografia: esta Igreja Católica que tem sempre o apoio da mão do poder. Ttudo que é polícia e militar, em todos os seus programas ou o próprio poder, que se diz laico, que se tornou o protector de uma Igreja! Só o futuro nos dirá. Até lá, continuaremos com a vida sempre por um fio.

Mas como só é derrotado quem deixa de lutar, nunca o regime angolano conseguirá derrotar um povo que só se ajoelha perante Deus. Perante os homens, mesmo que armados até aos dentes, estará sempre de pé.


A Banha de cobra e de Cravinho

26-Sep-2010

Por Orlando Castro Jornalista

João Gomes Cravinho considera, segundo a Lusa, que a grande mais valia de eleger Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas é garantir uma “voz” pelos que estão fora dos círculos de poder. Ou seja, Lisboa quer que o mundo olhe para o que diz e não para o que faz.

O secretário de Estados dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, considera que Portugal representa “a voz daqueles que não estão nos círculos mais poderosos da governação mundial. Não estamos no G-8, não estamos no G-20, fazemos parte do G-172”, que engloba todos os outros países”.

Se alguém acreditar... que o compre. É que, em Portugal, o governo socialista de José Sócrates não dá, nem permite que alguém dê, voz a quem a não tem. Limita-se, isso sim, a ampliar a voz dos que já a têm em tudo quanto é sítio.

Quando no passado dia 18 de Janeiro, João Gomes Cravinho afirmou que o Governo acompanha com a «atenção normal» a situação na «província angolana de Cabinda», defendendo que o importante é a detenção de responsáveis de ataques criminosos, estava de que lado? Dos que não têm voz não era com toda a certeza.

Lisboa esquece-se, continua a esquecer-se, que os cabindas, tal como os angolanos, não têm culpa que as autoridades portugueses tenham, em 1975, varrido a merda que criaram para debaixo do tapete.

Quando interrogado sobre se o Governo português considerava preocupantes as notícias de detenções de figuras alegadamente ligadas ao movimento independentista na colónia angolana de Cabinda, João Gomes Cravinho afirmou que «preocupante é quando há instabilidade e violência, como aconteceu com o ataque ao autocarro da equipa do Togo» a 8 de Janeiro de 2010.

Sim, é isso aí. Portanto, o MPLA pode prender quem muito bem quiser (e quer todos aqueles que pensam de maneira diferente) que terá, como é óbvio, o apoio e a solidariedade das autoridades portuguesas que agora dizem querer dar voz aos que estão fora do círculo do poder.

Creio, aliás, que tal como fez em relação a Jonas Savimbi depois de este ter morrido, Gomes Cravinho não tardará (provavelmente só está à espera que eles morram) a chamar Hitler, entre outros, a Raul Tati, Francisco Luemba, Belchior Lanso Tati, Jorge Casimiro Congo, Agostinho Chicaia, Martinho Nombo e Raul Danda.

João Gomes Cravinho explicou que, «em relação ao mais» Lisboa acompanha o que se passa «pelas vias normais», isto é, pela comunicação social e pelos relatos feitos pela embaixada portuguesa. Exempos claros de que, afinal, se está nas tintas para os que estão fora do círculo do poder.

E quando Cravinho diz que Lisboa acompanha o que se passa pelos relatos feitos pela embaixada portuguesa, está a esquecer-se que a embaixada lusa se limita, hoje como ontem, a ampliar a versão oficial do regime angolano.

Como se já não bastasse a bajulação de Lisboa ao regime do MPLA (no poder desde 1975), ainda temos de assistir à constante passagem de atestados de menoridade e estupidez aos portugueses por parte do secretário de Estado João Gomes Cravinho.

"Portugal não tem nada a ver com a questão de Cabinda. é um assunto de soberania angolana", afirmou João Gomes Cravinho à Lusa. Será mesmo a ignorância que leva este membro do Governo português a tapar a escuridão com uma peneira?

A política “made in Portugal” é pródiga nos políticos que, em bicos de pés, procuram estar na ribalta como se de verdadeiros stradivarius se tratassem. No entanto, quando vistos com atenção descobre-se que não passam de instrumentos de lata comprados por tuta-e-meia no Roque Santeiro.

Tenho dúvidas que João Gomes Cravinho saiba ler mais do que aquilo que manda a cartilha oficial do regime, tento fazendo neste caso ser a do PS ou a do MPLA. Mesmo assim, sempre poderia fazar um esforço para contar até 12 sem ter de tirar os sapatos...

Orlando Castro Jornalista (CP 925)


Cabinda Independente a 1 de Agosto de 1975, transformada em colónia pelo MPLA

No próximo dia 1 Agosto os cidadãos do Protectorado Português de Cabinda, vão comemorar a data que assinala mais um aniversário da proclamação, há 35 anos, da independência do Estado Livre de Cabinda.

Foi nesse dia, em 1975, três meses antes da independência da então República Popular de Angola (país que ocupa desde então Cabinda), que os Cabindas começaram a sua difícil, mas não impossível, caminhada em prol dos seus direitos.

Desde então enfrentam dois grandes inimigos. Portugal que ao não honrar os seus até então solenes e nobres compromissos, se transformou num inimigo político, e Angola que é um inimigo militar que transformou Cabinda numa colónia onde, um pouco à semelhança do que faz no resto de Angola, vigora o princípio de que até prova em contrário todos são culpados.

Muitos se recordam mas poucos têm a liberdade de consciência para o dizer. É por isso que, um pouco por todo o lado – até mesmo em Portugal – os que se atrevem a defender a causa de Cabinda são também culpados... até prova em contrário.

Recorde-se que, a partir da revolução portuguesa de 1974, Cabinda entrou por direito próprio na agenda internacional, especialmente na da então OUA (Organização de Unidade Africana, hoje União Africana), onde a FLEC contava com o apoio de alguns países africanos (Uganda, Zaire, Gabão, etc.).

Perante o cenário juridicamente correcto, em face dos tratados assinados, de uma descolonização separada dos dois territórios (Angola e Cabinda), o presidente do MPLA, Agostinho Neto, desencadeou em 1974 uma actividade diplomática intensa para persuadir os líderes africanos a retirarem da agenda da cimeira da OUA o debate previsto sobre o problema de Cabinda.

Agostinho Neto apresentava, aliás, todas as garantias de que as autoridades comunistas portuguesas que dominavam o país iriam entregar exclusivamente ao MPLA os destinos de Angola, apresentando mesmo documentos nesse sentido subscritos pelos dirigentes do Movimento das Forças Armadas (MFA).

Com o apoio do Presidente Congolês, Marien Ngouabi, Agostinho Neto conseguiu que fosse arquivado o dossier Cabinda (Cf. Memorandum – 4/07/75 – conversação entre Agostinho Neto e o Embaixador soviético no Congo, Afanasenko).

O mesmo se passou em relação aos Acordos de Alvor onde, com cumplicidade activa do Almirante Vermelho, Rosa Coutinho, Alto Comissário em Angola, bem como de outras figuras de destaque, caso de Almeida Santos, Agostinho Neto afastou a FLEC de qualquer discussão do caso de Cabinda, dando como adquirido que o protectorado português era parte de Angola.

Foi todo este cenário que levou o Presidente Luís de Gonzaga Ranque Franque a declarar a independência de Cabinda. Recorde-se que, apesar dos esforços conjuntos do MPLA, União Soviética, Cuba e Portugal, alguns países reconheceram Cabinda como um país independenre. Foram os casos do Togo, Gabão, República Centro Africana, Uganda e a R. D. Congo (ex-Zaire).

E, como sempre disseram os Cabindas, só é derrotado quem deixa de lutar. Não creio por isso que alguma vez os Cabindas deixem de lutar. Desde logo porque só aceitam estar de joelhos perante Deus. Perante os homens, mesmo que armados até aos dentes, estarão sempre de pé.

 

 

 

 

 

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