Caros Compatriotas,

Greetings from Cabinda !

A Juventude Cabindesa(JC), agradeceria que fizessem uma larga difusão da declaração do presidente da Assembleia da República Portuguesa, João Bosco Mota, aquando da sua visita três dias em Lunda, isto é, de dia 12 de Março de 2003  a  14 de Março de 2003.

A comitiva lusa é integrada os líderes parlamentares do PSD (Guilherme Silva), PS (António Costa), CDS-PP (Telmo Correia) e do PCP (Bernandino Soares).

 

 

Coordenador da J. C.

 

 

 

Mota Amaral defende independência de Cabinda

Jornal PÚBLICO, Lisboa, 12 de Março de 2003 

O presidente da Assembleia Nacional Portuguesa, João Bosco Mota Amaral disse nesta quarta-feira, em Luanda, estarem criadas as condições ideais para o reforço e relançamento da cooperação parlamentar luso-angolano.  

O presidente da Assembleia da República, chegou ontem a Luanda para uma visita de três dias, acompanhado pelos lideres parlamentares do PS, PSD, CDS e PCP, na qual esperam reforçar os laços bilaterais, aproveitando condições que o gabinete de Mota Amaral considera serem únicas desde a descoloniza-ção.

Num dos assuntos mais polémicos e sensíveis para as relações entre Portugal  e Angola, João Bosco Mota Amaral tem uma posição contrária aos interesses de Luanda: o presidente da Assembleia da República defende a independência de Cabinda. Num artigo no "Diário de Notícias" em Junho de 2001, depois de resolvido o caso dos reféns portugueses naquele local. Mota escreveu que "o território do enclave é geográfica e historicamente identificável em rela-ção a Angola".

O então vice-presidente da Assembleia da República continuava: "Cabinda considera-se mal governada por Luanda e mesmo que Angola toda possa, com pesar, dizer o mesmo, cansada da guerra civil e dos destroços, sobre-tudo humanos, por ela causados, o enclave de riba-Zaire será sempre um caso especial." Lembrando o que um antigo presidente de Cabo Verde chegou a sugerir sobre o estatuto político daquele arquipélago, dizendo que a autono-mia político-administrativa, no quadro da Constituição Portuguesa, em termos idênticos aos dos Açores e da Madeira, teria sido mais vantajosa do que a independência. Mota Amaral escreve: "Já agora o mesmo se poderia aplicar a São Tomé e Príncipe ou a Cabinda. E porque não a Timor-Leste?" O agora presidente do Parlamento manifesta alguma simpatia pe los movimentos independentistas.

"Os dirigentes da FLEC não ignoram este facto; se querem pois levar a sua avante, têm de estar preparados para suportarem eles próprios e fazerem suportar ao povo de que se arvoram representantes penosíssimos sacrifícios. É este o cruel dilema; de todos os lideres independentistas."

E conclui: "A História tem muita força e os movimentos respectivos, uma vez desencadeados, não podem voltar para trás." E. L.  

 

Considerando a importância desta declaração referentemente aos “fiotes(Cabindas)”, a Juventude Cabindesa (em Cabinda), acolhe com muito gosto, pela simpatia do Senhor Amaral e espera que esta  iniciativa não seja a primeira nem a última. A JC, encoraja este gesto, porque demonstra a sua solidariedade não só da Assembleia da República Portuguesa, mas também dos partidos políticos da República Portuguesa, designadamente,  PS, PSD, CDS e PCP no sofrimento do povo cabindês e que, se ta l continuar assim, se calhar, poderá influenciar simultaneamente, na acção do Governo português, na de comunidade internacional sobre uma solução pacífica e duradoira da reivindicação do povo do Protectorado português “Cabinda” e a racionalização sistemática na política do Governo do MPLA, especialmente, no do presidente e chefe do Estado Angolano, José Eduardo dos Santos.

A Juventude Cabindesa, pensa que somente uma política de compromisso pode apaziguar o conflito entre fiotes e angolanos. Aliás, é esta a política defendida pelos dois principais movimentos da libertação nacional, FLEC-Plataforma  do António Bento BEMBE e FLEC-FAC de Henriques Tiago NZITA.

 

  

Coordenador da J. C.

 


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