AS ELEIÇÕES ANGOLANAS NÃO SÃO PARA NÓS

24 August 2008

Já lá vão mais de trinta anos que o Povo de Cabinda vem lutando contra a ocupação ilegal do MPLA, a escravatura, o sofrimento, o neocolonialismo que nos impôs o regime de Luanda. Todas as tentativas de negociações com o regime Ditatorial não eleito do MPLA foram sempre uma farsa, porque os angolanos nunca assumiram a questão de Cabinda com clareza, sempre procuraram e como continuam a procurar formas para dissuadir, mentir os Cabindas, continuando a escravizar o Povo Binda. Em 1992, acuando das primeiras eleições fraudulentas no pais dos angolanos, o Ditador José Eduardo dos Santos, filho de São Tomenses e nascido em São Tome durante a campanha eleitoral nas terras Binda havia prometido àquele Povo que logo após o pleito eleitoral iria resolver o problema de Cabinda. Infelizmente, já passaram dezasseis (16) anos e o Ditador de proveniência estranha Jose Eduardo dos Santos nunca se pronunciou individualmente e de forma responsável sobre o dossiê Cabinda.

Mesmo o defunto memorando de desentendimento que se assinou com o Judas do Povo Bento Bembe foi com o seu ministro não eleito da administração do território, Capataz do diabo Virgilio de Fontes Pereira, ficando ele próprio na qualidade de auto proclamado presidente da república de angola muito fora da questão. Esta atitude demonstra claramente que o Ditador Eduardo dos Santos nunca se interessou sobre o referido problema.

Nós os Cabindas devemos saber que a política do regime não eleito do MPLA está muito longe de olhar por aquilo que nós queremos, as aspirações, a dignidade do nosso Povo. O regime não eleito e criminoso do MPLA sempre procurou aliciar os Cabindas com valores monetários, carros, casas, etc, para nos dividir e ao mesmo tempo enfraquecer-nos. Mas é preciso saber que todos que se entregaram ao regime não eleito do MPLA para ganhar bens materiais, dinheiro, traindo assim a Pátria, nunca foram longe nas suas vidas.

Aceitar as ofertas do regime criminoso do MPLA e pretender viver no luxo é exatamente assinar um pacto com satanás e temos muitos exemplos de irmãos nossos de Cabinda que foram envenenados pelo MPLA. Hoje em dia, ainda não descobrimos que o MPLA só usa o Cabinda para adiar a solução da questão Cabindesa. Os que participaram da assinatura do memorando de desentendimento (escrevo desentendimento porque tal documento não resolveu nada, a não as questões alimentares de Judas Bento Bembe e pares e é triste) estão a usufruir, comer, beber, viajar, mas acredito que o usufruto dos nossos compatriotas de Cabindas não vai durar muito tempo e pelos vistos muitos já estão envenenados e vão começar ,daqui a pouco, a desaparecer um por um.

No dia 5 de Setembro de 2008, o regime ditatorial criminoso do MPLA vai realizar as segundas eleições legislativas e em 2009, as presidenciais. Nós os Cabindas, não temos nada a ganhar com essas eleições, por isso não devemos participar nas mesmas. Não votar significa que continuamos a negar a ocupação ilegal do MPLA, que não somos angolanos. O MPLA pode continuar a usar a força em Cabinda, mas não é com isso que vão nos obrigar a sermos angolanos, alias, já deu para eles perceberem que o Povo de Cabinda é mesmo resistente porque a guerra em Cabinda contra a FLEC não iniciou ontem, mas há mais de trinta anos e estamos sempre de pé.

Os mplistas devem saber que não serão eternos no poder, hão de deixar o poder um dia e nós, quer com o MPLA, quer com um outro partido no poder em angola, continuaremos sempre a lutar por aquilo que é nosso, a Republica livre e independente de Cabinda. Não vão conseguir corromper todos os Cabindas, existem aqueles que sempre disseram NÃO, e tarde ou cedo VENCEREMOS.

Não há PAZ em Cabinda, a guerra continua, ainda no dia 19.08.2008, houve ataque contra uma viatura da campanha eleitoral para o MPLA e houve muitas vitimas. Aproveitamos essa oportunidade para aconselharmos os irmãos de Cabinda para não se meter na campanha eleitoral dos angolanos em Cabinda, não devem também votar por não serem angolanos. Actos do gênero vão continuar contra viaturas de campanha eleitoral e não só.

Mais uma vez avisamos ás empresas que exploram em Cabinda, quer no ramo petrolífero, quer no domínio das madeiras, que as riquezas que estão a tirar em Cabinda não pertencem aos angolanos, mas sim aos Filhos e Filhas de Cabinda, que Cabinda nunca foi, não é e nunca será angola, que chegou o momento de para com a exploração das riquezas de Cabindas. A qualquer momento essas empresas serão vitimas de ataques da FLEC, e como todos nós sabemos já aconteceu.

AS ELEIÇÕES ANGOLANAS NÃO SÃO PARA NÓS, NÃO DEVEMOS VOTAR, VAMOS FICAR EM CASA NO DIA DO VOTO, POIS NÓS NÃO SOMOS ANGOLANOS.


Paz e liberdade ao povo de Cabinda

Cabinda, 28/08/2008

À Sociedade Civil Cabindesa

Assunto: Eleições angolanas do MPLA

Irmãos, O sucesso de qualquer organização depende da conjugação de esforços dos seus membros. Assim aconteceu com a Mpalabanda. Foi graças ao concurso das ideias e determinação de todos seus membros e da sociedade em geral que fizeram dela uma organização de grande respeito a nível local e internacional. Continuamos acreditar na força “sísmica” de um levantamento popular (dos académicos, pastores, empresários, músicos, assalariados, estudantes, camponeses e doutras forças vivas da Sociedade Cabindesa) para a nossa afirmação no concerto das nações. Na verdade, o futuro continua incerto para o Povo de Cabinda, mas estamos esperançados de que o amanha será diferente. Para o efeito, devemos todos repensar os nossos valores e elevar o respeito à nossa dignidade enquanto Nação.

Todavia, em condições normais dum país em paz todos aqueles militares que estão nas matas do mayombe a caçar seres semelhantes deveriam todos participar livremente nessas eleições; Mesmo os que dizem ser inimigos a combater são pessoas com as quais deveriamos contar para edificação duma sociedade democrática.

A título de exemplo, os elementos afectos à UNITA eram tidos como indivíduos a combater. Hoje os seus líderes são figuras com as quais milhões de angolanos contam para mudança. Embora miliares dos ex-militares das FALA (Forças Armanadas da Libertação de angola) ainda estejam na linha da frente com armas na mão contra a Resitência Armada Cabindesa ao mando do governo nao eleito do MPLA.

Relativamente as eleições de 1992 há uma pergunta muito frequente e interessante: O que ganhamos com a abstenção dos cabindas nas referidas eleições? Dizer nada como resposta, seria ingenuidade. Realmente conseguimos uma vez mais nos afirmarmos como um povo diferente do de Angola cujas relações continuam ser minadas pelos inimigos da democracia, inaptos para o dealogo.

Esta pergunta ainda suscita outras questões:

1. O que teríamos ganho se o Povo de Cabinda participasse nessas eleições?
2. O voto dos cabindas seria suficiente para garantir a paz em angola e a alteração da constituição do MPLA a favor da independência de Cabinda?
3. A nossa liberdade como povo passa por um favor dos angolanos?
4. Que tal se pensassemos numa frente mais organizada e interactiva?

Irmãos, Nesta marcha pela paz e liberdade ao Povo de Cabinda, “as coisas mais importantes jamais devem estar à mercê das coisas menos importantes”(Goethe). Precisamos de fazer as coisas certas e de maneira certa.

Temos consciência de que a mudança do figurino político em angola pode ser um factor determinante para a redefinição do estatuto político de Cabinda. Mas, só isto não basta no nosso entender. A nossa autodeterminação depende sobretudo da nossa organização interna e da maturidade política dos líderes. Precisamos de fazer a diferença para atrair a solidariedade e o apoio da comunidade internacional.

Finalmente como humanos, constitui um dever cívico trabalhar pela prevenção de vítimas em grande escala e a tempo indeterminado para construção duma sociedade livre de traumas, violência e rancores. Contamos nesta senda com a sensibilidade dos religiosos e de todos homens de paz que fazem da destruição dramática do tecido humano em Cabinda motivo das suas preocupações e intervenções.

“Não é o que as pessoas nos fazem que nos magoa. Na verdade, é a resposta que escolhemos ao que nos fazem que nos magoa”. Stephen R. Covey.

Pela paz e liberdade viva o povo de Cabinda.

C/c. Liderança da Mpalabanda
Diocese de Cabinda
Igreja Evangélica
Igreja Evangélica Baptista
Igreja Evangélica Reformada
Igreja Evangélica Congregacional
Igreja Cristã de Aliança
Missão Cristã do Pleno Evangelho
Igreja Metodista
Igreja 12 Apóstolos
Igreja Kimbanguista
Igreja Lacista
Igreja Universal
Igreja Bom Deus

Pela Juventude Cabindesa


COMUNICADO

2 Augost 2008

A CPP, Comissão Politica Permanente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda, FLEC leva ao conhecimento da opinião pública nacional e internacional as manobras em curso urdidas pelo regime não eleito do MPLA, visando distorcer a realidade dos factos na Republica de Cabinda, sob ocupação armada y ilegalmente com a ajuda do regime comunista Cubano desde 1975.

Antes hostil às populações dos países vizinhos de Cabinda pela sensibilidade demonstrada com relação ao caso Cabinda; hoje, o regime não eleito do MPLA consegue perverter a lógica da estabilidade nesses países e lançou-se num namoro fingido, astuto e constrangedor com as populações das regiões limítrofes dos dois Kongos com fins eleitoralistas.

O regime não eleito do MPLA tem vindo a injectar fundos para corromper os cidadãos desses países a entrar em Cabinda e votar no processo eleitoral no chamado pais de Angola, pais de criação ficção cientifica da mente retrograda imbecilica de um regime colonial português, a fim de colmatar o prognosticado fosso de abstenção massiva durante as eleições em dito “pais” já declarada pelo Povo de Cabinda e o seu legítimo representante a FLEC.

Assiste-se a uma entrada massiva de cidadãos dos dois Kongos a Cabinda organizada pelo regime não eleito do MPLA depois da injecção de cartões de eleitores no período de extensão do registro que teve como pano de fundo o propósito de adulterar o processo na Republica de Cabinda e dar-se certo crédito ao fracassado acordo do Namibe rubricado entre o regime não eleito do MPLA e o seu agente Cabinda, Judas Escariote Bento Bembe.

Recorda-se que esse acordo foi denunciado pelo Povo Cabinda e conheceu o seu enterro antes do nascimento.

Na vã tentativa de forçar o Augusto Povo de Cabinda a votar, sobretudo no interior da Republica de Cabinda ocupada pelo MPLA, foram reforçadas as unidades das FAA em todas as aldeias e vilas com meios humanos e materiais vindos do pais de criação ficção cientifica chamado pelo nome de um tal chefe no litoral da Nação N’Dongo, N’Gola.

Essa demonstração de forças visa intimidar e coagir a População Cabindense de votar sob ameaças dos militares e forças de segurança y aparato de medo y terror do MPLA.

Deste modo, alertamos a Comunidade Internacional que reforce a presença dos seus observadores em Cabinda para evitar que o período de ditas eleições fantoches, que se resume em mais uma ocasião para derramar o sangue do Povo mártir de Cabinda que aspiram pela autodeterminação y Independência da brutalidade y estupidez de um regime estranho a Nação y Povo de Cabinda, como direito inalienável.

Pedimos aos governos não eleitos dos dois Kongos que instem aos seus cidadãos de abster-se do processo de corrupção encetado pelo regime não eleito do MPLA e preservem os laços e as relações seculares que unem os nossos povos e ponderem o martírio do nosso povo, do qual são testemunhas oculares pela contínua procura de refúgio do Povo Cabinda nos seus países.

A CPP da FLEC exorta a População Cabindense de manter-se firme aos ideais da nossa justa luta e se mantenha nas suas residências abstendo-se de qualquer provocação das forças de ocupação no dia 5 de Setembro 2008 marcado para as eleições fantoches do MPLA.

Declara-se Cabinda terra morta no dia 5 de Setembro de 2008.

Viva o Povo de Cabinda; Pátria ou Morte,Venceremos.

A Comissão Política Permanente


CHAMADA À RESISTÊNCIA A TODOS OS CABINDAS

Alguns capitulam com facilidade na frente da forca inimiga ocupante. Este pânico face as Forças do mal, da ocupação ilegal da Nação de Cabinda retira a honra e a dignidade do povo Ibinda. Quem poderá esquecer-se desta dignidade e honra e entregar-se a servidão do inimigo, parece que tudo esta consumado e perdido para sempre?

A nossa luta e’ de justa causa, e’ a luta para a sobrevivência do povo Ibinda, porque Nos Cabinda temos o direito a vida tal como todos os outros povos. A nossa vitoria certa libertara a Nação Cabinda.
A unidade estratégica e táctica permitira aos Cabindas reencontrar a sua Soberania e dignidade.

Isto e’ o único objectivo da FLEC, nosso movimento de Libertação Nacional.
Lançamos este apelo a todos os Cabindas, onde seja que se encontrem, a juntar-se a nos Cabindas na luta para a Libertação da nossa Nação.
A situação que prevalece actualmente em Cabinda e' da falta de Paz, da lei, das armas, do derramamento de sangue, e lagrimas para os anexacionistas marxistas leninistas.

Gloria total e vitoria total para a resistência Cabinda! Juntos venceremos! Cabinda Yitù!


Carta ao Presidente da Republica de Cabinda N’Zita Henriques Tiago

É com júbilo que temos o conhecimento da formação do Governo Provisório de Cabinda no exílio. Neste desejo, daremos o nosso total apoio da iniciativa tomada pelo orgão politico Cabinda (FLEC) de melhorar sempre o nivel da nossa luta que num futuro próximo conduzirá o Estado livre e Independente da Republica de Cabinda para uma verdadeira paz, concordia e harmonia e pôr um fim desta tragédia que vivemos à meio século.

O passado foi caracterizado de divisões etnicas, luta de poder,traição, rendição de uns e corrupção para com os outros forçando o MPLA de beneficiar dos nossos erros para combater-nos e dividir-nos para melhor reinar. Este protagonismo Cabindês, nunca pretenderemos o ignorar, mas nem poderemos inolvidar por serem sintomas de uma Nação.

O trabalho começa (Franklin Buelamioko).

Ora, o Governo recém formado será o nosso ponto de partida. O trabalho de cada um de nós deverá ser, critar perante a África o mundo do drama vivido em Cabinda. Um crito unissono para o reconhecimento que Cabinda ainda não tem perante África e no Mundo.

Hoje,temos que vestir das virtudes dum homem sempre pronto a mostrar-nos o caminho da verdade:

N’zita Tiago o Lider Espiritual
N’zita Tiago o Lider Político
O nosso Grande Irmão
Toda sua juventude investiu na luta
Toda sua vida dá na luta
Ainda dá o melhor da sua sabedoria para Cabinda

Neste momento, cabe a nós de sabermos absorver o melhor que ainda contem no espirito do Presidente N’zita Tiago para amanhã tambem transmitir-mo-o nas gerações vindouras de Cabinda, porque a sabedoria sempre está naqueles que primeiro viram o sol e a lua.

A Mpalabanda está amordaçada, a Igreja está controlada pela a Pide DGS do MPLA, raptos nos campos de refugiados nos dois Congos, regresso forçado dos refugiados e os abusos dos Direito do Homem Cabinda tem sido amuíde e no Governo recentemente constituido deve ter um orgão para este efeito.O Direito Humano é um instrumento e este instumento deve ser bem manipulado. Neste contesto, sugeriamos que o Governo de Cabinda constitui-se uma Comissão Cabindesa dos Direitos Humanos. Este instrumento será encarregue de elaborar o Relatorio Annual dos Direitos Humanos em Cabinda que deverá ser entregue as Nações Unidas e União Africana.

Ainda, o nosso desagrado concernente a nossa Mulher Cabindesa: mãe, a melhor victima de todos os males da luta, deve estar bem representada no Governo Provisório.

CONSCIÊNCIA CULTURAL – CABINDOFILO
Henrique Maria Dias


 

Des Grands Moments de Terreur au Cabinda

1 September 2007

CABINDA: Des milliers personnes, du sexe masculin, entre les 15 et 60 ans, ont été arrachés de leurs foyers à l'aube le 31 Août 2007, autour de 4h30, dans une mega opération mise en oeuvre par des militaires des Forces Armées du MPLA (FAA). Dans une vraie agitation, les gens ont été surpris dans leurs maisons, dans les villages de Lico, d'Icazu, de Cochiloango, de Loango, de Loango Pequeno, de Ntunga, de Mbuli, de Bichékete, Caio et de Mpuela (dans la région Centre du territoire du Cabinda), par des centaines de militaires des Forces Armées du MPLA (FAA) fortement armées et armées de nombreux véhicules, qui les ont pris par la force pour les conduire jusqu'à la Plaine de Cochiloango. Conformément à de diverses homologations, tous ceux qui ont essayé de résister à cette mesure des Forces Armées du MPLA (FAA) ont été roués de coups, tant que les autres étaient intimidés et menacés par des militaires dont on pouvait voir l'expression sur les visages qu'ils avaient une grande envie de presser la gachette.

Les personnes du sexe féminin (de toutes les âges), à leur tour, complètement dépassées avec la situation, ont abandonnées leurs maisons et se sont déplacéés, à pied, jusqu'à la Plaine de Cochiloango, où se trouvaient detenus leurs maris, parents, frères, oncles, etc, en affirmant être disposé à mourir au côté de leurs parents.

Selon les gens ayant fuis des villages visés, les soldats du MPLA accusent les populations de ce secteur de fournir les soutiens moraux et logistiques aux forces du FLEC, qui intensifient leurs attaques contre les militaires des Forces Armées du MPLA (FAA) et de la Police du MPLA.

Les gens croient que cette vague de terrorisme contre les Populations Cabindaises est en rapport avec la récente orientation donnée par le chef du MPLA José Eduardo dos Santos, pendant la récente visite qu'il avait effectué au Cabinda, en ayant donnée des ordres à ses soldats qu'ils «redoublent les efforts» contre lesquels, selon lui, déstabilisent le Cabinda.

Celle-ci est une de plus entre beaucoup d'autres violations des droits humains qui font le quotidien des Populations Cabindaises.

Nous nous rappelons que la volonté du régime du MPLA de faire passer sous silence ces instants de violations des droits humains, est à la base de l'illegalisation du Mpalabanda-Association Civique du Cabinda.

Jusqu'au moment où nous faisons la présente dénonciation des populations sont prises et se maintiennent dans un état d'agonie à la Plaine de Cochiloango.


Concerning the Problematic Human Rights Violations in Cabinda

Problemática da Violação dos Direitos Humanos em Cabinda

12 of August 2007

Cabinda: Com a Assinatura do Memorando de Entendimento de Namibe, a 1 de Agosto de 2006, entre o Governo do MPLA e o Forum Cabindês para o Diálogo (FCD) de António Bento Bembe, esperávamos Paz e temos em Cabinda guerra; esperávamos julgamento dos criminosos e temos vileza; Justiça, e temos suplício. Mesmo nos países de asilo, os Cabindas continuam a nào ter paz.

Um dos protagonistas do actual processo de paz bem conhecido, e que é desnecessário citar, dizia aos jornalistas por ocasião do primeiro aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento de Namibe: «A paz em Cabinda é hoje um facto». Porém, a paz mais difícil de se ver em Cabinda é a que está na sua triste realidade: as liberdades tornaram-se bastante restritas; a lista de agressões, espancamentos, perseguiçòes, prisões arbitrárias e prisioneiros de consciência se alonga; e ainda se fala de assassinatos e de desaparecidos. Ademais, continuam, nas regiões do Dinge e do Maiombe, as proibições aos populares de irem às lavras à busca do pão-nosso-de-cada-dia, e as buscas nas casas e o confisco de armas de caça (caiangulos).

Em suma, a situação dos Direitos Humanos em Cabinda caracterizou-se nestes ultimos doze meses por uma crescente arbitrariedade e violação permanente da Lei.

Só nestes últimos dois meses, à lista dos casos confirmados e tornados públicos se ajuntam os seguintes:

Sábado, dia 30 de Junho – Ao princípio da manhã, o Cidadão Cabinda Rafael Chidundo, de 33 anos de idade, filho do o Cidadão Cabinda Rafael Chidundo e de Ana Maria Pemba, natural de Chimpemba, Nhuca (Buco-Zau), aos 24/04/1974, foi à sua lavra, uma área controlada pelas Forças Armadas do MPLA (FAA), para verificar as suas armadílhas. À noite Rafael não volta à casa, assim, os familiares dão a informação ao Coordenador, o Sr. Estêvão Corado que, por sua vez, informará o Comandante da Zona Militar de Nhuca, o Sr. Ferreiro Neto.

Contactado por telefone, o comandante do grupo militar em patrulha, o Sr. Rafael Mando Tshipa Tshica reconheceu ter preso o Rafael e prometeu trazê-lo de volta no dia 15 de Julho. Mas de volta da patrulha, os militares não trazem consigo o prisioneiro. Assim sendo, os familiares submeterão o caso às autoridades numa Petição endereçada ao Comité Provincial para os Direitos Humanos. Esta Petição ficou letra morta. Até cá, Rafael Chidundo nào dá sinal de vida.

Terça-feira, dia 31 de Julho de 2007 – Na manhã deste dia, João Francisco Tati, Taxista de 26 anos de idade, filho de João Nhimi e de Melani Bumba, natural de Buco-Zau, foi interpelado por José Luís (mais conhecido por Zé Luís), um agente de trânsito, que lhe pediu algumas gorjetas, quando se deslocava na sua viatura de trabalho em direcção ao aeroporto.

João Francisco Tati, respondeu não poder satisfazer o pedido do agente regulador de trânsito. Furioso por este facto, este tentou impedir brutal e violentamente o percurso do veiculo da sua presa e, sentindo resistência, fez três disparos contra o taxista, deixando-o morto, provocando assim a colisão do veiculo contra um outro veiculo que vinha em sentido contrário. As testemunhas presentes foram ameaçadas de morte por Zé Luís, que acabará por despistar-se do local do incidente.

João Francisco Tati, vivia maritalmente com a Sra Loide e deixa três órfãos - Davide Madeco Nhimi, Pelágio Ntula e Renato Malonda.

Sexta-feira, dia 10 de Agosto de 2007 – pelas 2:00 horas, as residências da Sra. Margarida Cabral e dos Srs. Joào Baptista Neto e Xavier Soca Tati (telefone: 923 376 903) são cercados por agentes dos Serviços de Inteligência (SINFO) e da Polícia Nacional. Ao amanhecer, todos os ocupantes destas residências foram informados de que se encontravam sob prisão domiciliar. Neste dia, o chefe do MPLA, José Eduardo dos Santos visitou Cabinda. E os prisioneiros domiciliários só ganharão a liberdade, `as 19:00 horas, depois do regresso da delegaçào do chefe do MPLA à Luanda.

Portanto, as intençòes de Paz de 1 de Agosto em Namibe e o Decreto de 24 de Outubro que lança a criação de um Comité Provincial para os Direitos Humanos, apôs extinção da Mpalabanda, se traduzem numa ilusão. Pois que a paz alargou-se em consideraçòes que interditam opinar sobre ela e esqueceu-se dos seus valores fundamentais, nomeadamente os autores políticos ao serviço das aspirações legítimas das Populações, a igualdade dos cidadãos perante a Lei, a primazia do Direito, o Direito do cidadão à vida, à opiniào, à informaçào e à verdade.

Condenamos e denunciamos publicamente a violência sistemática e as violações dos Direitos Humanos em Terras de Cabinda sob o alibi de uma paz mítica, esta condição alienante imposta ao povo Binda. Consequentemente, lançamos um apelo patético:

1. Ao MPLA, a abandonar o tipo de governaçào instituida em Terras de Cabinda, uma governação própria a Estados colonizados de tipo feudal, e que se traduz na violação sistemática das liberdades cívicas e dos Direitos fundamentais dos Cidadãos. O Direito é um dos principais meios de assegurar igualdade entre os indivíduos e um dos instrumentos de luta por uma verdadeira paz e um desenvolvimento sustentável. As cláusulas do Memorando de Entendimento de Namibe podem servir, é certo, de antídoto para a grande obra de Justiça e Paz em Cabinda, mas com a condiçào de não serem utilizadas, como uma máquina de guerra, contra os homens que estào no outro lado da trincheira. Urge pois instaurar um verdadeiro processo de paz fundada no Diálogo, na Justiça e na Dignidade dos Povos;

2. Á Comunidade Internacional, a olhar pela Dignidade do Povo de Cabinda. Apelamos ao sentido de responsabilidade e ao espírito humanitário das Nações Unidas, a não baixar os braços na busca de soluções para a delicada questào dos Direitos Humanos em Cabinda. Se a Comunidade Internacional, em particular as grandes potências, continuar a baixar os olhos perante a peste que assola o Povo Binda, nada mais será exigido a futura geraçào de Estados para tanto, porque ha­de a nova geração de potências persistir nesta cultura política decadente, que certamente vai ferir mortalmente a humanidade, da qual as grandes potências fazem parte.

José Marcos Mavungo
Cabinda Human Rights Activist


A sua Excelência Senhor Presidente da Nação-Cabinda Henrique N’Zita Tiago
Caros Membros do Nkoto Likanda,
Caros Membros das Comunidades Cabinda na Diáspora,

Excelentíssimos Cabindas,

26 January 2008

Excelentíssimos, escrevo-lhes a respeito do caso do Nacionalista TCHIBASSA ARTHUR, cujo a problemática é conhecida por muitos.

Esta agendada uma manifestação em Bruxelas junto da sede da União Européia onde será entregue uma petição aos dirigentes da União Européia. Aproveitando deste evento gostaria que tivesse em conta o caso do meu tio Senhor TCHIBASSA ARTHUR que está sofrendo inocentemente. Se formos a rever a última entrevista que lhe foi concedida, o meu tio dizia o seguinte: ‘ Se os meus compatriotas não fizerem algo por mim, acabarei por ficar esquecido aqui”. Sendo sobrinho palavras do gênero criam em mim uma grande preocupação. Precisamos os esforços e as luzes de todos para a libertação do tio.

Meus caros, as Comunidades Cabinda na diáspora tem mais possibilidades para estabelecer contactos, nós aqui a situação de prisões arbitrárias, detenções inadequadas vão aumentando-se cada vez mais e nota-e um grande terror, o que cria medo e limitações para possíveis contactos.

O quadro histórico da proteção do fulano “BRENT SWAN” é claro, e nós não devemos ter medo de elucidar as comunidades internacionais a realidade. Não se tratou capturar-lhe para fazê-lo sofrer mas protege-lo. Vejamos em 1990 acuando do evento do fulano Brent Swan, o meu tio Tchibassa, encontrava-se fora e nunca em Cabinda, e a FLEC Militar estava sobre a jurisdição de Tibúrcio Luemba, Mauricio Zulu e Bento Bembe. Estes é que devem explicar melhor o acontecimento e não o Senhor Tchibassa. O senhor Tchibassa foi usado para os contactos diplomáticos a fim de libertar de forma segura o fulano Brent Swan.

A própria FLEC na sua versão diziam que nem sabiam a nacionalidade do fulano que se deslocava para Malembo todas as noites a fim de satisfazer as suas vontades carnais, ora se porventura era um acto bem planificado, creio eu que a FLEC devia possuir todas as informações completas antes do acto mas tudo indica que só depois de tê-lo quando o próprio Brent Swan explicou que Ele era Americano. Temos muitas provas para provar a inocência do TCHIBASSA, e não devemos no calar e optar pela injustiça. “Mil vezes perder a vida pela justiça, que gozar a vida pela injustiça”.

Em 2004, O Reverendo Padre Doutor Paulin Poucouta, “apelou à população Cabinda para que reagisse contra a condenação de Arthur Tchibassa e denunciava que o julgamento dele era na realidade contra a resistência-Cabinda o que poderá acontecer a qualquer um de nós Cabinda”. Atualmente o que abala a familia (Esposa, filhos, primos, sobrinhos, tios, irmão, irmãs, etc..), é que a própria Flec nunca informou o que está passar de concreto com TCHIBASSA, mas uma coisa é certa temos que saber que o Senhor TCHIBASSA, nasceu numa família e esta família precisa dele, nas condições actuais, eu entendo que não é fácil mas precisamos que haja informações para nós vermos até que ponto podemos colaborar e se for necessário dar o nosso contributo seja ele, moral etc…
Excelência Senhor Presidente N’Zita, Vê-se nas televisões, as mães e os pais na América que procuram saber sobre os seus filhos que foram no Iraque, nessa óptica é óbvio que nós também familiares façamos-lhe algumas perguntas reflexivas:

1- Qual teria sido o mal de o Senhor TCHIBASSA ARTHUR pelas próprias orientações da FLEC (FAC & Renovada) representar diplomaticamente a Flec na libertação do fulano Brent Swan?

2- Qual é a vossa maior preocupação sobre o Tchibassa uma vez que a saúde dele vai desgastando-se dia-dia encontrando numa prisão de alta segurança- Beaumont com maior riscos?

3- Nós, Povo Cabinda pelo o nosso silêncio, não estamos a matar o nosso Compatriota lentamente? Temos que fazer algo, creio eu…

4- Será que o Senhor TCHIBASSA ARTHUR, acabará por morrer nos TEXAS? Ou voltar a ver AFRICA o continente que o Viu a nascer? E Cabinda? Terra dos seus antepassados onde se encontra toda a sua família…

5- Será que os acordos assinados pelo Bento Bembe, fecharão a história de Cabinda esquecendo que o Senhor TCHIBASSA ARTHUR, é filho Cabinda e merece os benefícios da Amnistia como todo o que foi amnistiado durante a Guerra?

6- Em todos paises Africanos mesmo Europa onde houve Guerras, surgiram várias contradições e terminando a Guerra, para evitar qualquer litígio recocrreu-se amnistia a fim de estabelecer a paz verdadeira. E quando é que se pode inspirar a estabilidade política em CABINDA se amnistia internacional não abrange certas pessoas? Se os Senhores Bentos Bembe, Mauricio Zulu foram amnistiados, e porque não um inocente intermediário não pode beneficiar isto? Onde está a boa fé?

Excelência, Senhor Presidente da Nação Cabinda, existe na nossa vida diária um ditado que diz “guarda do comer e não o que tens de fazer”, partindo deste princípio, convido-lhe Excelência com ajuda das Comunidades Cabinda da diáspora e mesmo cá dentro de fazermos uma reflexão sobre o caso ‘TCHIBASSA ARTHUR”. Se os próprios americanos na sua estratégia militar não permitem que um ‘americano tombado na guerra permanece num território alheio e criem condições para transladar o corpo para américa, é de crer que esta filosofia deverá ser adoptada por nós isto é, não podemos deixar que o nacionalista fica perdido nos usa. É uma força que nós temos para avaliar e reflectir sobre o caso. Nós não podemos optar pela expressão popular que diz o ‘Padre Morreu e missa terminou’, se o Padre Morreu, o catequista ao lado deve continuar a celebrar a missa desde que o mesmo saiba o que está escrito nos prefácios, está a nova estratégia que devemos hoje optar depois dos acordos e do fracasso que geram ou vai se gerando no seio da FLEC provenientes desde agosto 2006 com aprovação das assinaturas em Namibe.

O fracasso que se viveu com a chegada do Senhor Bento Bembe em Luanda enquanto Secretário do FCD, deve ser para nós o inicio duma vida nova no seio do povo Cabinda e criar novos mecanismos para dialogar com o regime não eleito do MPLA.
Excelência, li a vossa mensagem enviada na Cimeira ‘ EURO-AFRICA”, agradeço para o bem –estar da Nação, Excelência mas não esquece que na nossa cultura há um provérbio que diz-“ para lutar com um paralítico é preciso aproximar-se dele” …

Precisamos duma aproximação com os vertentes possíveis, o Judas do Bento Bembe não constitui o fim mas um inicio histórico e através disto vamos apontar o que “DIZER, o que FAZER, COMO DIZER , COMO FAZER” estes princípios bem guiados darão o fim do Povo Cabinda. O momento nos é curto agora, cada um deve deixar as suas ambições particulares, e olhar para Nação, é a Nação que deve nos julgar e compensar.

Não podemos hoje partir numa Guerra de diálogo enquanto um filho esteja submetido a uma opressão, ou esteja sem Liberdade, “sine quo none”, a Liberdade será a condição primordial para uma plataforma de diálogo. Vamos lutar antes pela liberdade.

Peço à todos que o dia 1 de fevereiro 2008 seja uma grande oportunidade para pedir a “UNIÃO EUROPEIA” a intervenção sobre o caso da libertação do Nacionalista Cabinda TCHIBASSA ARTHUR. Ele deve constituir um incomodo para todos e deve nos ajudar a reflectir, se fosse eu ou aquele, o que diria, o que seria?

Termino agradecendo a todos aqueles que juntar-se-ão a este evento, desejo boa manifestação.

VIVA A NACÃO,
VIVA O PRESIDENTE N’ZITA,
VIVA AS COMUNIDADES CABINDA NA DIÁSPORA,
VIVA A COMUNIDADE CABINDA EM CABINDA,
VIVA À TODOS AQUELES QUE NOS AJUDAM

Rezemos e olhemos pelo caso TCHIBASSA ARTHUR.

Morrerei pela justiça e não viverei pela injustiça, Senhor meu Deus!

Jean-Claude T.D. Zau
O sobrinho do Nacionalista TCHIBASSA A.

 


L'intimidation et l'incarcération de la Population civile dans Cabinda

11 October 2007

Le MPLA dont un grand nombre de troupes stationnées au Cabinda adopte ces derniers jours un système d'intimidation et une incarcération de la population civile de Cabinda, arme et forme sûres pour neutraliser la seule potentialité résistante de Cabinda (FLEC).

Comme cela a été toujours son désir de contrôler l'Afrique centrale et australe, le MPLA a élargi leurs filets diaboliques dans les deux Congo, pays voisins, en plaçant ainsi dans toutes les frontières de ces pays avec le Cabinda, troupes et éléments de la sécurité angolais qui opèrent jour et nuit sur l'identification et capturent des filles et des fils du Cabinda qui, de près ou de loin, ont à voir avec le Front de Libération de l'État de Cabinda (FLEC), preuve en est que l’on remarque la présence massive des éléments des Forces armées du MPLA (FAA) dans Muanda (RDC) qui fait frontière avec Yema (Cabinda), tout au long du pont de Nzassi (Congo Brazzaville) avec Massabi (Cabinda) etc.

Surprises par la nouvelle stratégie de plusieurs actions militaires réalisées par les combattants de FLEC contre les différentes unités de FAA se trouvant illégalement sur le territoire Cabindais, les troupes angolaises ont reçu des ordres de ne pas laisser passer les populations de Cabinda, minus d’une certaine quantité des biens alimentaires tout comme une quantité monétaire (argent) pensant que ceci pourrait servir de source d'approvisionnement des combattants de FLEC.
Beaucoup de cas ont été enregistrés entre lesquels celui de Monsieur Basílio, né à Alzira da Fonseca, ex-combattent de FLEC qui déjà vivait à TCHOWA-City normalement, fut victime de tires de bales à AKAM de la partie de FAA en plain quartier Cte Gika, juste du fait d’être ex-combattant de FLEC. Son cousin Alberto Pongo, se trouve emprisonné, avec les mêmes accusations, perdant ainsi son travail dans MALONGO (dans les Pétroles). La mère de Basílo du nom de Madme Jorgete (Ma Zodi), Madame Cecília, mère d'Alberto Lugonzo (porté disparu), Madame Verónica, mère de Lourenço (porté disparu), ces mères ont été victimes des diverses tortures morales et corporelles de la partie de FAA depuis Buco-Zau jusqu'à TCHIOWA-City où elles se trouvent détenues sans toute assistance juridique.
Touché aux deux jambes, Monsieur Basílo a été imputé de sa jambe droite et pour l’instant il se trouve interné dans hôpital militer de TCHIOWA-city jusqu’en ce moment où nous couchons ces écrits.
Face à ce climat d'intimidation de la partie du gouvernement angolais, la population civile de Cabinda vit dans une situation de torture morale en sachant que plus de 3/4 de cette population possède un parent qui est ou a été combattant de FLEC.
La non visite de l'équipe de l'ONU de passage au Cabinda de quelques cellules de détentions, signifie le degré de la criminalité et la détermination du gouvernement de MPLA à exterminer le Peuple de Cabinda qui réclame à juste titre leurs droits.

Nous demandons la libération inconditionnée de ces mères privées de leurs libertés et de leurs droits humains.
Nous continuons encore à interpeller la communauté internationale par la mission qui lui a été chargée de pouvoir chercher des voies et moyens appropriés dans le but de trouver une fois pour toutes la solution de la Cause Cabindaise, ni plus ni moins par le biais de Dialogue entre toutes les couches représentatives du peuple de Cabinda d’un côté, et de l’autre, le gouvernement d'Angola, pays envahisseur de Cabinda; sans s'oublier le Référendum par lequel pourra être plus viable l’expression et la volonté de ce peuple qui déjà vient à souffrir toute sorte d'humiliation tant à l'intérieur de son propre territoire qu’à l’extérieur de ses frontières. (Source: Cabinda)

QUE VIVE L'INDÉPENDANCE DU PEUPLE CABINDAIS

Chibinda Antonio Clément
Pour la Communauté Cabindaise en Suisse

 

 

 

 

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